terça-feira, 23 de junho de 2009

Filha Pródiga

Lendo meus post antigos, tenho vontade de chorar. Não, espera, só de ir ao laboratório de redação do Energia me deu vontade de chorar. Tá certo que não consegui me concentrar nem um pouquinho. Tá certo que eu fiz a redação aos trancos. E também tá certo que fazia dez meses que eu não escrevia nada em bom Português.
Hoje teve aula de redação. Meu estômago revirou-se, achei que ia vomitar. Adoro escrever. Muito mesmo! Por que então me deixei afastar tanto? Que raiva de mim mesma! Morro de inveja de gente que tem facilidade.. E pensar que eu já fui um deles. (Não dos gênios, mas daqueles que se viram, sabe?) Nunca considerei seriamente a opção de viver de escrita. Até concordei hoje com a Aline. Sem números, não sei o que eu faria. Não o que seria de mim. Meu negócio é matemática... Não é? Que vontade de chorar sim. Quanto mais penso, mais raiva tenho do mundo. Isso pois matemática nem é minha melhor matéria no momento... Ai que raiva que raiva que raiva. Foi pensando nisso que comecei a escrevinhar na aula de Química, só com esperança de que as idéias voltem do nada. Queria que elas me olhassem, acenassem e dissessem: Mal aí, é que fomos fazer uma pausa bem rápida, mas estamos de volta! Não precisa mais se preocupar. Que bosta meu! Hauhaiuah
Pena que o processo não é assim fácil. Por isso que decidi que devo voltar a blogar, custe o que custar. Pra ver se melhoro na escrita. Pra ver se (re)aprendo a expressar-me melhor...

Não Sei Mais Escrever...

Parece que quanto mais tento escrever, mais as palavras me fogem. Sinto uma dor física, de quem espreme o cérebro com as mãos. Esse sentimento não é novo, mas a frustração pela qual tenho passado arranca-me o coração. Não sei o que fazer. Pior: não sei o que escrever. Minha alma foi passear, tomara que volte para me dar uma mão e que me ajude a pensar, a colorir a grande página branca que é a minha mente neste momento. Enquanto ela não volta, vivo em imensa tortura.

De repente, sinto-me fundir nas massas vazias que parecem não pensar. Seguem seus donos como cachorros, na ignorância de estar sendo levado a um lugar melhor. Na verdade, só estão sendo domesticados. São também um batalhão de soldados sem vontade própria sendo controlados. "A droga da Obediência", senhor Pedro Bandeira, existe sim! Mesmo que sete anos atrás, achasse que fosse apenas ficção infanto-juvenil, puro entretenimento.

Sentada na sala de aula, tento reunir concentração. O ambiente é propício: o professor de química tenta chamar nossa atenção, que parece que faz de propósito e viaja no infinito das paredes brancas da sala ou dos mosquitos que sobrevoam nossos cadernos. Mesmo assim, as idéias não vêm. Peço inspiração a Mário Quintana, a gente como Sara, a menina do Quase (que o Waltinho mencionou hoje na aula) , ou até ao meu caderno de rascunho. Os primeiros só me invejam e o último... Só tem rabiscos nas bordas das folhas. Quem sabe um dia viro artista.


Nem sei se dá pra sentir o que eu sinto no momento. Só sei que preciso de inspiração. Na verdade, a última coisa que vai me inspirar é uma Dissertação estúpida (ou suas derivadas como Carta Dissertativa, Crônica Dissertativa, blá blá blá, essa teoria aí). Não sei o que faço, por isso voltei. Sou a filha pródiga da vontade de escrever.

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