terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

UM POUQUINHO DE CADA

O expurgo está quase pronto. Quase. A iminência do meu ingresso na faculdade começa a afetar meus nervos. Sim, estou nervosa, mas daquele jeito bom, com borboletinhas na minha barriga. Me empolgo com quase tudo. Sinto-me mais leve, com sensação de dever cumprido, mesmo sabendo que tenho um milhão de coisas a fazer - de preferência antes do início das minhas aulas na segunda-feira.

Aqui dentro é frio e úmido, mas é lá fora que a chuva varre as calçadas sujas com força. O barulho da água raivosa abafa o som do rádio dentro do carro, que grita propagandas as mais irrelevantes e apelativas.
Um temporal de verão sempre me deixa apreensiva, ciente de que meu motorista não enxerga mais como antigamente. Mais alerta fiquei ao observar as árvores lutando, teimosas, para ficar onde estavam - apenas curvando-se ante a imponência do vento que lambia a cidade inteira. Lembrei-me do que acontecera na semana anterior. As pessoas correndo por abrigo, meus colegas de trabalho enfrentando a natureza irreverente para resgatar guarda sóis fujões até que... Senti um certo pânico quando a tempestade levou no colo - como se fosse assim, pequenininho - a lona e o toldo que ocupavam metade do deque do estabelecimento. Em minutos, tudo foi desrtuído. Sorte - ou azar? - que apenas dois se machucaram.
As imagens se repetiram em minha mente e encontrei-me imersa em lembranças pouco agradáveis por uns minutos.
Teve também o acidente.. Muitas coisas sérias acontecendo em tão pouco tempo. Quando acordei do meu transe, estava na segurança do meu lar, que não troco por quase nada. Ainda bem.

sábado, 20 de fevereiro de 2010

Lhamas.




sempre me lembram uma amiga bem especial :)
peguei essas fotos aqui. Fazia muuito tempo que não visitava esse site! Nem lembrava mais que existia. Adoro as imagens que encontro nele.

Para assistir:
  • O Leitor
  • Pulp Fiction
  • Tae guk gi (?)
  • sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010

    AVATAR



    Finalmente fui ver! Avatar é, sim, um show de efeitos especiais. Várias vezes, durante as três hora que passei sentada na poltrona do cinema saboreando meu mate de maracujá, me arrepiei com a perfeição e capricho de James Cameron ao produzir o longa. Não vou apenas exaltar suas qualidades, uma vez que o enredo é de uma tipica produção Hollywoodiana, com final totalmente previsível. O encanto, porém, não desapareceu por conta disso.
    É verdade que eu sou uma garota pacífica e eles podiam ter economizado nos tiroteios (porém, o que é uma guerra sem tiroteios e o que é um filme americano sem uma guerra?)... Mesmo assim saí de lá querendo ver mais daquele planeta fantasioso chamado Pandora em que as plantas brilham no escuro e que abriga seres extraordinários com as mais bizarras faces e nichos.
    É ver para entender. Achei que valeu bastante a pena. E não pareceram três horas.. No máximo uns 30 minutos.

    quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010

    Verão: Sol e bolhinhas

    Acordo e experimento um mundo de sensações novas todos os dias. O meu verão está sendo inesquecível por um sem-número de razões. Não sei porque tenho a impressão tênue e meio escondida de que tudo está diferente, que a cada dia que passa, estou nascendo de novo.

    Várias coisas marcaram este verão que chega ao fim. Tudo o que me tirava noites de sono dois meses atrás perdeu toda a relevância. Lembro das lágrimas que derramei na formatura, de toda a preocupação com a roupa perfeita e maquiagem que casasse certinho com todo o resto. Lembro da chuva e das milhares de pessoas socadas lá dentro sem poder respirar direito. Lembro de todo o suor e da loucura de ficar sentadinha lá na frente depois que a festa acabou.
    Lembro dos dias que se seguiram, em que me desliguei do mundo e passava o dia debruçada sobre meu caderno de papel reciclável, esperando.
    Parênteses: lembro do bonitinho da biblioteca, cujo nome nem faço ideia e que provavelmente nunca verei. Que pena, era uma gracinha mesmo. Sempre concentrado estudando coisas como filosofia enquanto eu me distraía com sua face perfeita - até seus óculos de armação preta, grossa, pareciam fazer parte do conjunto desde sempre.
    Durante um mês e meio, a biblioteca e a mesa da sala foram os lugares que mais frequentei, mesmo que nem sempre para estudar. Alternava isso com pequenos banhos de sol (não, não estava sob prisão domiciliar, só me achei meio branquela demais), minutinhos na internet ou papeando na porta do colégio.
    Até que os esperados dias chegaram e a ansiedade tomou conta por um breve momento. Mas lutei para ficar calma. Dia 18 de dezembro eu era uma caloura de Economia da Udesc. Isso mudou tudo. À noite fomos ao aulão e uma onde de euforia me consumiu até o fim. Estava mais do que pronta. Chorei quando acabou e nos despedimos dos professores. Chorei porque sabia que a partir dali, nossos caminhos, meu e dos meus queridos amigos, se separariam irremediavelmente. Restava-me fazer o possível para eles se cruzarem de novo. Dei um abraço em muitos dos meus mestres, agradecendo por todo o conhecimento (que dali a umas horas tornaria-se, em sua maioria, inútil) que agreguei durante o ano.

    Isso me preocupava muito há umas semanas. Agora nada disso importa.
    O verão parece ter gosto de refrigerante... assim, tipo Coca-cola. Não que eu tenha tomado alguma coca desde então. Mas esse sabor que pinica a língua com as bolinhas. Sabor não tão doce, mas na medida.
    Logo tudo isso foi equecido. Comecei a trabalhar e um montão de pessoas entrou assim na minha vida.
    Gente que não quero, não vou, não posso esquecer. Mau mau, Edy, Aby, Almame, Zé, Leo, Tau, Pepedro, Txai, Tião, Ivna, Mila, Mikaela, Djone, Steve, Maíra, Bruno, Lua, Bianco, Andrei, Fran, Vand, Dona Su, Seu Henrique.... tantos quantos posso me lembrar. Alguns marcaram mais que outros, verdade. Mesmo assim, essa época vai deixar saudade. Fomos ao cinema, tomamos baho de mar, fomos ao planeta. Ah o primeiro emprego. Ele sempre carrega aquele romantismo que te remete à independência tão sonhada pelo jovem. E de certa forma ela vem. Nunca me senti tão distante de casa, tão livre das asas de meus pais, que me cobriam toda até tão pouco tempo.
    Também nunca foi tão bom retornar à casa.
    O verão foi tempo de novas amizades, de rebuliço e até briguinhas.
    Teve confusão de sentimentos também, tanto por um que já estava na minha vida (e que nem vi, depois da formatura dele, mas me deixou com a pulga atrás da orelha e, tenho que admitir, esclarecer isso está se tornando uma espécie de mini-obsessão que fica no meu inconsciente), tanto por outro que recém entrou. Quero bem a todos eles.
    A temporada de trabalho acabou. Uma etapa curta que me marcou muito. A próxima que me aguarda é um pouco mais longa, mais árdua e, espero, mais recompensadora: a vida universitária. Sim, passei para Engenharia Elétrica. Minha colocação no curso foi 1ª! :D Sou o orgulho da família mesmo, sem querer soar arrogante demais. Hauihaiuah
    Hoje foi oficial: sou uma caloura UFSC 2010.1 EEL. Torçam por mim!

    O verão vai deixar muita saudade.
     

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