terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

UM POUQUINHO DE CADA

O expurgo está quase pronto. Quase. A iminência do meu ingresso na faculdade começa a afetar meus nervos. Sim, estou nervosa, mas daquele jeito bom, com borboletinhas na minha barriga. Me empolgo com quase tudo. Sinto-me mais leve, com sensação de dever cumprido, mesmo sabendo que tenho um milhão de coisas a fazer - de preferência antes do início das minhas aulas na segunda-feira.

Aqui dentro é frio e úmido, mas é lá fora que a chuva varre as calçadas sujas com força. O barulho da água raivosa abafa o som do rádio dentro do carro, que grita propagandas as mais irrelevantes e apelativas.
Um temporal de verão sempre me deixa apreensiva, ciente de que meu motorista não enxerga mais como antigamente. Mais alerta fiquei ao observar as árvores lutando, teimosas, para ficar onde estavam - apenas curvando-se ante a imponência do vento que lambia a cidade inteira. Lembrei-me do que acontecera na semana anterior. As pessoas correndo por abrigo, meus colegas de trabalho enfrentando a natureza irreverente para resgatar guarda sóis fujões até que... Senti um certo pânico quando a tempestade levou no colo - como se fosse assim, pequenininho - a lona e o toldo que ocupavam metade do deque do estabelecimento. Em minutos, tudo foi desrtuído. Sorte - ou azar? - que apenas dois se machucaram.
As imagens se repetiram em minha mente e encontrei-me imersa em lembranças pouco agradáveis por uns minutos.
Teve também o acidente.. Muitas coisas sérias acontecendo em tão pouco tempo. Quando acordei do meu transe, estava na segurança do meu lar, que não troco por quase nada. Ainda bem.

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