segunda-feira, 27 de julho de 2009

Oi? Lei anti-fumo? Ah, fácil, é.... então.

Já faz 10 horas que eu prometi a mim mesma que levaria as aulas de redação a sério. Porém, como era de se esperar, ainda nem comecei a desta semana (também sei que se não fizer hoje, não faço mais).
Talvez seja hora de pensar sobre o tema... O que escrever sobre a lei anti-fumo? Pode ser de qualquer ponto de vista, tenho bastante liberdade com o tema desta vez. Então por que não consigo pensar em nada decente?
Pessoalmente, sou a favor da lei. O primeiro motivo.. bem, sou eu mesma. Cigarro fede, mal aí. Pena que eu não posso escrever isso. Depois que, bom, se essa gente não se cuida, alguém tem que ajudá-los. Mesmo que não seja responsabilidade do governo ficar perseguindo cada um na rua mandando eles lavarem as mãos, apagarem cigarros e não comerem frituras, eles podem dar uma forcinha. Assim vêm as leis de imposto sobre o cigarro, ambientes apenas para não-fumantes, etc. No caso de alguém querer fumar um cigarro com os amigos, enquanto toma uma cerveja em um bar, na balada, ou até mesmo em um restaurante que tivesse área restrita para isso... Eu não me importava (Se bem que torcia o nariz quando tínhamos, por causa do meu tio, sentar na área de fumantes). Então sou a favor do governo intervir no assunto como uma mãe chata que tenta orientar seu filho rebelde. Não li nada sobre o assunto, apenas ouvi dizer que a lei era mais para proteger os garçons desses diversos bares que, mesmo sem fumar, fumam 6 cigarros por noite. É tipo morar em São Paulo né? Imagina só ser garçom, fumante em São Paulo. Caramba, acho que meu texto vai ter um cara assim. Coitado, talvez ele morra de câncer de pulmão. Que você me perdoe, mas comprar alguma coisa que já vem com as doenças que aquilo pode causar estampadas na embalagem... E para consumo próprio? E depois sou eu que não faço nenhum sentido.

Dá licença, que a novela já começou. E eu tenho que escrever sobre um tal de Zé, que fuma, e encontrou esse tal de Evaristo, o Cabelo, que é garçom. Mas os dois não se conhecem até dividirem um quarto de hospital. Ou algo parecido. Os dois têm câncer de pulmão, mas um tem culpa, outro não. Talvez eu vá mais a fundo que isso. Está começando a funcionar, pera. Não vou nem escrever aqui, vou direto pegar meu caderno antes que a idéia escape. Fui.

sábado, 25 de julho de 2009

Drama Oriental



Isso é da trilho sonora de Goong. Ouço essa música de novo e de novo e reaviva (isso não existe né?) a minha vontade de aprender a tocar piano... A música não aparece muito na série, tem outras que ficam bem mais na cabeça (!!! Perhaps Love ou Parrot), mas eu me apaixonei por essa aí, por isso coloquei aqui. :)

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Sinopse
Imagina se um dia você acorda e descobre que se tornará a nova princesa da Coréia.
Impossível? Não para Shin Chaegun! Essa adolescente maluquinha da classe média baixa coreana descobre que há muito tempo atrás foi prometida em casamento para o príncipe herdeiro e... tudo são contos de fadas. Ela descobre que a vida da realeza não é tão boa assim e seu príncipe também não é tão encantado... Aos poucos ela tem que se acostumar com o palácio, com a comida, com as roupas, com sua sogra, com seu marido... E todos têm que se acostumar com ela, ora bolas.
Goong (Palácio) conta a história de conflitos da realeza coreana em meio a muita comédia, muito romance e muito drama!

Nota: Isso se a Coréia tivesse uma realeza. Pois é, a série realmente é muito engraçado, mas a palavra que mais me dava vontade de repetir é "Lindo!" Linda cena, lindas roupas, lindos atores... :X Hhaiuhaiua

Também tinha que chorar quando chegou o final né. Chorei demais, e nem sei o porquê. Lindo! :D
Também assisti inteira a série Zettai Kareshi. Isso porque a atriz principal não gostava do cara que eu queria que ela gostasse, então comecei a chorar. Aí, aconteceram umas coisas e, quando eu me acostumo com o cara que fica... Enfim, só vendo. Acho que as séries japas, de um modo geral, são mais engraçadas e sempre parecem ter um quê de desenho animado. Já essa coreana era mais séria, mais novela.
Zettai Kareshi
Riiko Izawa é uma garota sem muita sorte no amor que nunca teve um namorado e foi rejeitada por todos os garotos pelos quais ela tentou se aproximar. Quando ela devolve um celular perdido para um desconhecido e estranho empresário, recebe como agradecimento o endereço do website de sua empresa. Riiko acaba por, sem intenção, encomendar um andróide, projetado pela empresa Kronos Heaven para ser o namorado perfeito, com a intenção devolvê-lo depois do período de teste de três dias.
Mais a pergunta é: Será que Riiko vai devolver?

É claro que ela não devolve. O robô é um chato no início, mas ele vai ganhando espaço e começa a te conquistar. E a conquistar a garota também. Só que para tudo: ele é um robô! pelo-amor-de! E tem um cara de verdade muito apaixonado por ela (e eu por ele!)...

quarta-feira, 22 de julho de 2009

Só divagando

Ontem comecei o processo de tentar dormir mais cedo... Bom, as férias estão mais para lá do que para cá e se eu continuar indo para a cama às 3 da manhã, as coisas (leia-se Eu) não vão funcionar quando eu tiver que acordar às 6. Então eu deitei 1h30. Fiquei lá rolando nos lençóis e é engraçado perceber o que passa pela nossa cabeça nessas horas. Por exemplo? Bom, eu ia começar citando um novo nome pro blog, já que eu acho o atual meio estúpido. E gente, funciona mesmo! O nome era perfeito, eu me lembro. Mas escapuliu, criou asas e voou.
Aí a gente começa a fazer planos para o dia seguinte (a hora que quer acordar, fazer a unha, tem que ligar pro cara da internet...) e, em seguida, já vem planos para uma nova dieta. Também fiquei pensando no filme que quase assisti ontem à noite com meu pai.
Não me recordo o nome, mas era sobre um assalto a banco, do Spike Lee. Eu já tinha visto. Ele também. Nós três (minha mãe também estava lá) ficamos passeando pelos canais da TV sem achar nada que nos atraísse (nessas horas meus DVDs sempre me salvam... e meu pai ainda reclama). Com o corte de gastos que tem acontecido aqui em casa, também cortamos alguns canais de TV. Não acho que vá fazer falta de qualquer jeito. Acho que o nome do filme era O Plano Perfeito e os caras vestiam branco. Já viu disso? Assaltantes de branco, que romântico. Sentada ali eu só conseguia ver coisas engraçadas. O filme estava na TNT. Oras, todo mundo sabe (menos a minha mãe, aparentemente) que filmes naquele canal são dublados. E todo mundo sabe que filmes dublados não dá pra engolir, fala sério. Inevitavelmente eu comecei a imitar o sotaque dos dubladores dos personagens, fora uns comentários maldosos aqui e ali. Minha mãe sempre me dizia para combinar as roupas de baixo. Olha mãe, taí, por isso que você sempre me mandava combinar direitinho disse enquanto os assaltantes na telinha obrigavam os reféns a tirar as roupas. Ela riu. Não queria me fazer desagradável, mas sabia que não tiraria muito proveito daquele filme então saí da sala. Além do mais, talvez eles o quisessem assistir mesmo.

Rolando entre entre os lençóis também decidi que queria viver uma história.

Decidi que essas séries japas e a falta de contato com o mundo exterior (que eu mesma criei, admito) estão me deixando viajona. Eu estou jurando que vou pro Japão num futuro próximo. E é sério. Tem um sentimento me corroendo de "eu quero sair daqui e ver o mundo". Sei que não é assim tão fácil, mas e daí? Eu gosto mesmo é de desafios. Sinto que enquanto eu não tentar, não sossego. Quero ir lá, ver se é tão bom quanto parece. Vivendo um ano fora como eu vivi, percebi que isso é possível sim. Então é atrás disso que vou correr, de sair daqui de algum jeito e fazer minha história diferente. Sair daqui de algum jeito. Mesmo sabendo que pareço louca.

Sentar aqui sem saber o que escrever dá nisso. Esse monte de pensamentos sem sentido... Essas nuvenzinhas que estão no ar e de repente pousam aqui e se entrelaçam, mas sem combinar muito bem. Tenho feito muito isso ultimamente. Né?

p.s.: O novo layout ficou gracinha né? É de Goong. Me apaixono cada vez mais pela série. Aliás, estou curiosíssima para saber o que vem em seguida. Depois eu coloco uma sinopse aqui.

sábado, 18 de julho de 2009

Então é assim que sente uma pessoa que fumou...

Ontem fui ao dentista tirar meus cisos direitos. Cheguei ao consultório bem tranqüila, mal tinha passado pela minha cabeça que estava para fazer uma cirurgia, e que depois iria doer, etc, etc.
Na sala de espera, a secretária já me deu um remedinho para eu "relaxar" (mesmo depois de assegurá-la que eu estava calma em relação aos procedimentos seguintes). Depois de alguns minutos, eu e minha mãe estávamos em alguma conversa calorosa ou algo que fez a mulher comentar que eu falava demais. Quem me mandou ficar relaxada foi ela, oras!
Em todo caso, o dentista acho bom me dar mais um remedinho... Ora, que ofensa! Haiuhaiuhaiuah Tentei, então, ficar comportada, para eles não acharem que eu era totalmente maluca. Assim que eu sentasse na cadeira dele eu saberia que ia calar a boca, mas de que adianta falar alguma coisa? Além do mais, como poderia eu tagarelar daquele jeito se minha boca estaria totalmente anestesiada? Teria que concentrar todas as minhas forças em não babar, isso sim.

Em todo caso, continuei sentadinha ali, lendo em voz alta para a minha mãe (que tinha esquecido os óculos) os procedimentos pós-operatórios. Ora, não é que a moça passa por mim de novo e exclama: E não é que ela consegue ler ainda? Fiquei pensando se eles queriam me dopar totalmente. Em seguida ela me entregou uma ficha para preencher. Quando me levantei para colocar o papel na mesa dela, minhas pernas estavam bambas, achei que ia cair. Pronto, conseguiram o que queriam, chatas.

Sentei de novo e reparei que meu humor havia mudado um pouco. Eu e minha mãe rimos um monte. Eu ria de nada e minha mãe ria de mim. Foi bem legal :9
Passados alguns minutos, fui conduzida à sala de operações e notei que estava meio tontinha.
Correu tudo bem. O que se ferrou foi o dentista que teve que tirar um dnete meu que não queria mesmo sair (achei mesmo que estava demorando). Além disso tive que ouvir fofoca da assistente dele, que não se dava bem com a secretária. Além disso ainda reclamava de dor de cabeça e mandava o cara tomar remédio para torcicolo. Vê se pode! Haiuhauihaiuahiauh Eles provavelmente achavam que eu tinha dormido mesmo. Não que esses assuntos me interessem, eu nem vi o rosto da assistente dele (sempre tampada por uma máscara). Mas que foi interessante foi.

O pós cirúrgico é chatinho. Hoje meu dia foi o menos produtivo possível. Ontem depois do dentista fui direto dormir (eram umas 6 horas da tarde). E dormi até meio dia. Poderia ter dormido mais, mas minha mãe me tirou da cama. Não consigo me concentrar pra pensar em nada direito. Não li nada, mas tentei fazer uns exercícios de matemática sem sucesso. Refiz uma equação simples muitas vezes até chegar ao resultado certo. Acho que o jeito hoje é relaxar mesmo.

Terminei de assistir a uma série japonesa (chama-se dorama - ou Jdrama). Hanazakari no Kimitachi é uma fofura só.
Ashyia Mizuki sente-se responsável pelo fim da carreira de Sano Izumi. Ele fora ferido por uma gangue de delinqüentes e parou de treinar salto em altura. Mizuki, que mora nos Estados Unidos, resolve se mudar para o Japão e estudar na escola de Sano para convencê-lo a voltar a saltar. Acontece que a escola é só para garotos e ela tem que se disfarçar...

Já dá pra antecipar que isso não é fácil né? Enfim, algumas coisas são meio clichê, mas a história é muito fofa. Ainda mais, os personagens secundários são umas gracinhas e a série é cheia de humor :} Agora a Du me falou para baixar um coreano chamado Goong. Estou baixando já que não tenho muito o que fazer mesmo... Sei lá se não vai ser muito esquisito. Mas esses japas lindinhos me fizeram querer ir pro japão. Fala sério, o povo lá é fodástico. De eu fizer engenharia mesmo tenho certeza que seria uma boa idéia ir para lá. Mas ainda falta tempo.

quinta-feira, 16 de julho de 2009

Chorei litros...

... e por antecipação! O filme (Harry Potter) foi muito bom mesmo! Os efeitos, na minha opinião de leiga no assunto, foram espetaculares e bem convincentes! :D Ficamos no cinema até as 3 da manhã, tentando fugir das câmeras do jornal do almoço (na boa, não sou muito fã dessas entrevistas..). Mesmo assim, minha mãe disse que me viu no fundo. Haha. Um milhão de pessoas conhecidas estavam lá + o povo alternativo, que são mais um milhão de pessoas, o que dá a população inteira desta cidade... Os 120 minutos que se passaram enquanto estávamos sentadas no cinema (naquela parte de fora) pareciam ter sido esticados como uma tira de chiclete daqueles de fita, enroladinhos.

Pouco antes da porta da sala abrir, conseguimos um furinho na fila. Só que eu, a Du e uns amigos dela formávamos uma ramificação muito óbvia na fila e eu tinha certeza que acabaríamos entrando por último. Não que isso me preocupasse, já que os lugares eram marcados mesmo... Mesmo assim, à medida que o tempo passava, meu sono ia embora e minha ansiedade aumentava. Já estava mexendo no meu casaco, nas unhas, batendo pés, parecia uma lunática. Quando olhei para o lado, um funcionário do cinema estava abrindo mais uma fila de entrada. Cutuquei o amigo da Du.. como era mesmo? Calil? Sei lá, sei que empurrei ele de leve para ele mudar de fila e assim não me sentiria mal de cortar o caminho de ninguém. Deu tudo certo e fomos praticamente os primeiros a entrar... Só que ainda faltavam 20 minutos para o início da sessão.

Depois do que pareceu ser uma hora e meia de espera, as luzes se apagaram e parecia que eu estava dentro do livro de novo. Juro, não é exagero. Sempre que eu fico um tempo sem ler nenhum livro da série, eu fico achando que não era tão bom, que era um vício passageiro, coisa de criança. Até lançarem um livro novo ou eu reler um dos antigos. Gente, é meu fraco, desde sempre! Eu, e muitas das pessoas de lá, cresci com o Harry e amadureci com ele. A cada dois anos, no verão, tinha um livro novo para ler. Depois vieram os filmes, e que loucura! Aí sim, a febre foi geral. E isso meio que me incomodava, mas é assim que as coisas são né? Torço para que esse tipo de obra literária permaneça em nossas memórias e que meus filhos possam se deliciar, encantar, rir e se emocionar com a saga do bruxo. Temo em ver os últimos dois filmes, pois pode ser que todo esse mundo mágico caia no esquecimento. Não quero que acabe.

O filme foi cheio de humor na primeira parte e foi impossível se comover muito com alguma coisa. Porém, quando as coisas começaram a ficar preocupantes, e, finalmente, quando Harry se reúne com Dumbledore para buscarem o medalhão escondido na carverna... Aí que eu comecei a chorar. Ridículo, patético. Mas eu não agüentei. Mas minha pior reação foi no enterro (a Du achou que eu fosse doida). Mas é que foi a parte que eu mais chorei. Quando eu parei, eu ouvia soluços por todo o lado e gente fungando. Na telona, todos os bruxos da escola acendiam suas varinhas e as erguiam... Como naqueles shows que todo mundo tem um isqueiro (ou, hoje em dia, o celular). Hhaiuhaiuahauihaiuahaihaiua não consegui me segurar e me deu um ataque de riso violento! Que situação ridícula! Eu quase podia vê-los cantando algo tipo "We are the world..." enquanto o povo todo do cinema se acabava de chorar por causa de um cara que morreu. E eu era um deles! A situação era hilária, eu tinha que admitir que eu era patética. Mas que se dane, prefiro me deixar levar pelas emoções em excesso do que nunca sentir nada. Pra mim, é assim que se vive a vida.


Mudando de assunto...
GIOP até que ajudou sim. Estou aprendendo a me conhecer melhor e me colocar no lugar dos supostos profissionais que poderia me tornar (a Carol economista, a Carol contadora ou administradora, a Carol engenheira aeronáutica, elétrica, de energia, etc, etc, a Carol formada em Relações), essas múltiplas faces minhas, esses múltiplos interesses que não me deixam escolher o que eu quero ser da vida. Estou aprendendo, devagarinho, a tomar uma decisão mais consciente, com base em argumentos comigo mesma, não só porque "Ah, encarnei com aquele curso".
Amanhã é o último dia e receberemos um "veredicto" (é assim que se escreve?). Estou meio que aliviada de estar no fim. Minha idéia agora é Engenharia Elétrica. Tomara que não mude mais, mas quem sabe? A única coisa que eu sei que tenho que ter em mente é coragem e maturidade para saber se é isso que eu gosto e, se necessário, recomeçar do zero. Ninguém gosta de voltar ao início, ao cursinho, e prestar vestibular tudo de novo. Porém prometi a mim mesma que se isso for necessário para que eu encontre o caminho da felicidade... Vambora!

segunda-feira, 13 de julho de 2009

GIOP

E começou. Aliás, recomeçou. Hoje de manhã tive minha primeira reunião do GIOP (Grupo de Orientação Profissional do Energia). Foi legalzinho, o nosso grupo é meio pequeno e acho isso bom. Com menos gente a gente se solta mais e pode falar mais, já que a psicóloga fala a maior parte do tempo mesmo... Vou me empenhar bastante para tentar sair de lá mais ou menos decidida na sexta feira.
Idéias até agora: Economia, Ciências Contábeis, Engenharias, Direito, Administração, etc, etc. Mais ou menos isso... Vamos ver daqui a uns dias né?

O Homem que calculava é um bom livro (ao menos até agora). Só que esse pessoal do Oriente daquela época eram meio excêntricos. Vá lá, 1200 e pouco, mas é cômico o jeito que o cara conta desde folhas das árvores até as palavras que as pessoas falam para agradecer o que ele fez por elas. Só lendo mesmo...

p.s.: Amanhã tem a pré-estréia de Harry Potter e o Enigma do Príncipe *-* E eu já tenho ingressos /o/ Ok, é meio no cantinho, mas HA! Eu tenho ingressos, eu tenho ingressos! (dá pra reparar que eu nunca fui na pré-estréia né?) Na verdade não faz tanta diferença ver no primeiro dia ou uma semana depois, mas a criança aqui tem que ser feliz né? Vou chorar tanto... Não morre Dumby!

domingo, 12 de julho de 2009

Tudo entrelaçado, não é não?

A música que escuto penetra em minhas veias, me faz querer cantar, correr, pular, pensar. Não fico cansada de sentar aqui e ouvir as notas se juntarem e formarem uma melodia harmoniosa. Queria tanto entender como se faz isso, queria tanto poder cantar, só pra exteriorizar tudo o que eu sinto!
Foi numa dessas que eu decidi que entraria em aulas de piano (pena que agora o tempo é tão escasso).

Eu gosto tanto de você que até prefiro esconder. Deixo assim ficar subentendido, como uma idéia que existe na cabeça e não tem a menor obrigação de acontecer.
Apenas mais uma de amor - Lulu Santos

Hoje estava lembrando de uma pessoa, assim do nada. Ele passou pela minha cabeça. Não foi saudade, vontade de ficar junto, nada disso, só lembrei dele. Pensei em como teria sido se eu tivesse feito umas coisas diferente. Mas não foi arrependimento, e sim aprendizado.
O segredo é que ele veio falar comigo. Hoje. Logo hoje. Depois desse tempo todo, sem que nada tivesse acontecido. Nunca fui de acreditar em coincidências, acho que tudo tem um motivo. Me pergunto qual seria... Que foi estranho foi.

Estou registrando isso para mim mesma: Eu acredito que tem um Deus lá em cima que nos observa e meio que brinca de casinha com a gente. Só que ele decidiu dar vida aos próprios brinquedos e só nos orientar. Ele nos controla sem a gente se dar conta, mas deixa a gente escolher entre escutá-lo ou não, entre obedecer ou se rebelar. Só que depois a gente vai ter que acertar contas. Enfim, acredito que Ele tem umas lógicas meio incompreensíveis e que nada é por acaso, mesmo que não seja lá tão importante assim (tipo isso que aconteceu hoje). Só serviu pra me lembrar do velho e sábio ditado que diz que Deus escreve certo por linhas tortas. Quem quer que tenha dito isso sabia do que estava falando. Só estou escrevendo isso para lembrar que tem um Ser lá em cima que se preocupa. Estou escrevendo isso porque é tão fácil a gente esquecer e se afastar, mesmo que ele esteja sempre lá, tentando ficar perto da gente. Nunca esqueça disso.

Beijo e um queijo.

quinta-feira, 9 de julho de 2009

Amizade.

Escrever o nome do post errado é complicado mesmo...
O nível de stress desta semana está altíssimo, meu ânimo para fazer qualquer coisa que não seja enrolar-me no meu edredom e tirar uma sonequinha... Pareço velha (aquilo que já comentei em tempos passados).

Paro e penso. Será que eu vou me arrepender de não ir? (esse é o pior tipo de arrependimento mesmo, o de não saber como seria...) Amigos vêm e vão e a gente tem que fazer o possível para manter aqueles mais valiosos por perto, só que eu não sou boa nisso. Aliás, me especializei em ir deixando como está, ir me afastando aos poucos e sem perceber bem. Foi isso que eu notei hoje ao visitar o Catarinense (encerramento das últimas olimpíadas da minha vida, olha que triste ;_;). Talvez o ideal para mim é manter aquela idéia de "poucos e bons amigos", mas sei lá como se faz isso. Passei lá e falei com alguns conhecidos. Também vi gente importante (pra mim), que me deu abraço apertado de "Que saudades! Não acredito que estás de volta!" Isso me alegrou. Encontrei até a Vit, nossa! As lágrimas fizeram força pra sair, mas eu segurei elas lá. A gente conversou por um tempão sobre tudo, mas ao mesmo tempo parece que ainda tinha tudo para conversar. Marcamos de nos reunirmos com a Du e fazer a festa, como nos velhos tempos. Babar pelos mesmos caras gatos (e outros novos), assistir filmes, rir de coisas sem graça e levar aqueles eventuais papos cabeça, que não duravam muito - porque nunca combinavam com o momento, mas que faziam surgir aquela cumplicidade silenciosa, que só a gente entendia. Amizade é um negócio tão bom...
Não sei o que me dá, acho que é carência. Já dá pra antecipar que meus nervos estarão bagunçados neste ano. Só faz um mês que estou de volta e estou abalada desse jeito. De repente passa e eu volto pro ritmo. A verdade é que eu ainda sinto-me um ser de outro planeta. Não é esquisito?

* Se o texto foi muito confuso, mal aí, mas depois de oito provas em uma semana, acho que eu mereço um descontinho. Vou terminar de ver a novela.

terça-feira, 7 de julho de 2009

Contrução - Chico Buarque

Construção
Chico buarque
Composição: Chico Buarque

Amou daquela vez como se fosse a última
Beijou sua mulher como se fosse a última
E cada filho seu como se fosse o único
E atravessou a rua com seu passo tímido
Subiu a construção como se fosse máquina
Ergueu no patamar quatro paredes sólidas
Tijolo com tijolo num desenho mágico
Seus olhos embotados de cimento e lágrima
Sentou pra descansar como se fosse sábado
Comeu feijão com arroz como se fosse um príncipe
Bebeu e soluçou como se fosse um náufrago
Dançou e gargalhou como se ouvisse música
E tropeçou no céu como se fosse um bêbado
E flutuou no ar como se fosse um pássaro
E se acabou no chão feito um pacote flácido
Agonizou no meio do passeio público
Morreu na contramão atrapalhando o tráfego

Amou daquela vez como se fosse o último
Beijou sua mulher como se fosse a única
E cada filho como se fosse o pródigo
E atravessou a rua com seu passo bêbado
Subiu a construção como se fosse sólido
Ergueu no patamar quatro paredes mágicas
Tijolo com tijolo num desenho lógico
Seus olhos embotados de cimento e tráfego
Sentou pra descansar como se fosse um príncipe
Comeu feijão com arroz como se fosse o máximo
Bebeu e soluçou como se fosse máquina
Dançou e gargalhou como se fosse o próximo
E tropeçou no céu como se ouvisse música
E flutuou no ar como se fosse sábado
E se acabou no chão feito um pacote tímido
Agonizou no meio do passeio náufrago
Morreu na contramão atrapalhando o público

Amou daquela vez como se fosse máquina
Beijou sua mulher como se fosse lógico
Ergueu no patamar quatro paredes flácidas
Sentou pra descansar como se fosse um pássaro
E flutuou no ar como se fosse um príncipe
E se acabou no chão feito um pacote bêbado
Morreu na contra-mão atrapalhando o sábado

Por esse pão pra comer, por esse chão prá dormir
A certidão pra nascer e a concessão pra sorrir
Por me deixar respirar, por me deixar existir,
Deus lhe pague
Pela cachaça de graça que a gente tem que engolir
Pela fumaça e a desgraça, que a gente tem que tossir
Pelos andaimes pingentes que a gente tem que cair,
Deus lhe pague
Pela mulher carpideira pra nos louvar e cuspir
E pelas moscas bicheiras a nos beijar e cobrir
E pela paz derradeira que enfim vai nos redimir,
Deus lhe pague


Aula do Waltinho. Manquetes que me perdoe, mas essa sim, é a melhor aula da semana. Meus estudos vão melhor do que o esperado, tirei 30,62 no simulado... (e a rima ridícula que acabou de sair não foi intencional)
Também tirei entre 8 e 9 nas provas de Matemática e História. Hoje teve Português e Biologia, porém sobre essas eu prefiro nem falar nada, amanhã eu descubro. Só sei que acertei as somatórias.

Cansei de viver nesta hipocrisia, todo mundo condena todo mundo, mas faz igual. Existirá algum lugar neste mundão de Deus em que não exista gente hipócrita? Seria pedir muito? *suspiro* Sabe qual é o pior? Estou virando - se já não sou - parte disso tudo. Quero mais é que o mundo exploda e comece de novo, como disse o Mário Quintana.

Sábado teve festinha na casa da Aline e todo mundo morreu de beber. Quando bateu duas da manhã (eu já estava morrendo de vontade de ir embora, mas ia ficar na Aline mesmo) eu olhei em volta e todo mundo estava ou dormindo ou vomitando: uma desgraça. Não sei se eu ainda acho isso engraçado. Sinceramente, acho que é deprimente mesmo... Mas e aí? Pra onde vou? Estou presa numa gaiola sem saber quem guarda a chave. O jeito é emagrecer para me espremer entre as barras de metal. E depois? Depois que se dane, quero é saber de agora (Por isso minha mãe sempre diz que sou impaciente). E agora não é um bom momento, se me perguntarem. Não é de todo ruim também. O que eu mais sinto quando paro para pensar é aquela falta de um porto seguro. Será que finalmente chegou a hora certa de procurar alguém para chamar de meu? Logo agora? Êia bosta. Uma vez na vida eu queria protagonizar uma novela, só para ter meu final feliz.

*Obs.: Já comprei meu pijama pra sexta feira /o/

sexta-feira, 3 de julho de 2009

narrativa de um judeu azarado

Nos dias frios daquela década, a morte pairava no ar. Quando você abria a boca, sentia gosto de cinzas, se fechasse os olhos, ouvia ao longe o sofrimento, os gritos de desespero. Todos escondiam-se, tentavam seguir as regras do Sistema, uma questão de sobrevivência. Eu caminhei pelos paralelepípedos vendo os sobrados aos pedaços, prédios trancados para sempre, abandonados às ações da natureza. E da pólvora.
Levei as mãos aos meus bolsos e, cabisbaixo, fiquei pensando neste mundo, será que existe mesmo?
Mais gritos e explosões. Tomara que este lugar, que já considerei minha terra, seja destruído. Ele não me aceitou e o mundo não o aceitou.
Um turbilhão de memórias me invade. A família reunida, lendo jornal em volta da lareira quente. Uma música nova. A casa aconchegante, com sua cama simples. Os vasos no topo da lareira.
Tantas coisas feitas já tinha visto, tantas mortes havia presenciado... Que horror!
Diante de uma dessas casas abandonadas, parei. Ela parecia fúnebre, como todas as outras... Mas por alguma razão, parei. Seus cômodos empoeirados ainda estavam cheios de objetos pessoais. Por que isso fora acontecer? Subi as escadas, visitei os quartos e ainda estava tudo lá, como se a família tivesse tirado férias. Na melhor das hipóteses, conseguiram fugir para sempre. No entanto o mais provável era que tivessem se juntado aos milhões de nossos irmãos que receberam o sopro da morte. Malditos anos, maldita guerra.
Fui até o porão e achei um piano. Deslizei meus dedos sobre a superfície lisa das teclas, mentalmente tocando minha canção preferida. Sentei-me e comecei a tocar de verdade. De repente, o tempo parou.

quarta-feira, 1 de julho de 2009

QUASE

O dia em que resolvi refazer meu blog foi o dia em que meu professor de redação, o Waltinho, contou a história louca de uma menina chamada Sarah e seu texto, o "Quase". Não nem começar, mas o negócio é que me inspirou. E outro dia, por acidente, eu achei o blog da menina... Isso prova que até o mundo cibernético é pequeno, fala sério. Resolvi colocá-lo aqui pois, além de ter uma história intrigante, o texto é bom pra caramba. Aqui vai:

Ainda pior que a convicção do não e a incerteza do talvez é a desilusão de um quase.

É o quase que me incomoda, que me entristece, que me mata trazendo tudo que poderia ter sido e não foi.

Quem quase ganhou ainda joga, quem quase passou ainda estuda, quem quase morreu está vivo, quem quase amou não amou.

Basta pensar nas oportunidades que escaparam pelos dedos, nas chances que se perdem por medo, nas idéias que nunca sairão do papel por essa maldita mania de viver no outono.

Pergunto-me, às vezes, o que nos leva a escolher uma vida morna; ou melhor não me pergunto, contesto. A resposta eu sei de cór, está estampada na distância e frieza dos sorrisos, na frouxidão dos abraços, na indiferença dos "Bom dia", quase que sussurrados. Sobra covardia e falta coragem até pra ser feliz.

A paixão queima, o amor enlouquece, o desejo trai.

Talvez esses fossem bons motivos para decidir entre a alegria e a dor, sentir o nada, mas não são. Se a virtude estivesse mesmo no meio termo, o mar não teria ondas, os dias seriam nublados e o arco-íris em tons de cinza.

O nada não ilumina, não inspira, não aflige nem acalma, apenas amplia o vazio que cada um traz dentro de si.

Não é que fé mova montanhas, nem que todas as estrelas estejam ao alcance, para as coisas que não podem ser mudadas resta-nos somente paciência porém,preferir a derrota prévia à dúvida da vitória é desperdiçar a oportunidade de merecer.

Pros erros há perdão; pros fracassos, chance; pros amores impossíveis, tempo.

De nada adianta cercar um coração vazio ou economizar alma. Um romance cujo fim é instantâneo ou indolor não é romance.

Não deixe que a saudade sufoque, que a rotina acomode, que o medo impeça de tentar.

Desconfie do destino e acredite em você. Gaste mais horas realizando que sonhando, fazendo que planejando, vivendo que esperando porque, embora quem quase morre esteja vivo, quem quase vive já morreu.

(Autoria atribuída a Luís Fernando Veríssimo, mas que ele mesmo diz ser de Sarah Westphal Batista da Silva, em sua coluna do dia 31 de março de 2005 do jornal O Globo)
Observação:

O último post foi mesmo um desabafo e, embora meio exagerado, foi sincero. Parece até que eu queria me matar - não é bem assim.

Fiquei pensando em como antigos sonhos renascem facilmente sem que a gente se esforce muito. Mudar de mentalidade é mais difícil do que eu imaginava. Digo isso porque apesar de eu ter vivido de um jeito tão diferente nos últimos meses e agora, com minha vida de cabeça para baixo, não tenha tempo para nada que não seja escola ou academia, eu ainda gosto das mesmas coisas, não adianta forçar. Ainda gosto de sair com meus amigos só pra conversar, ainda gosto de bandas japas esquisitas e seus japas esquisitos, deu saudade de ler meus antigos livros, livros novos (não esses de vestibular), deu até saudade de ler mangás ou fazer um template novo pro blog. Essas coisas meio nerds que eu tenho mania. Acho que é porque fazem me sentir em casa, confortável. Estranho o suficiente isso vir de algum adolescente, que ama aventuras e gosta de viver nos extremos... Deveria ser né? Para falar a verdade, me considero aventureira só pelo fato de eu não ir a todo lugar com os mesmos amigos, não dependo só de uma pessoa. Isso já me faz diferente. Será que todo adolescente se sente assim, essa mistura pouco harmoniosa de criança e adulto? A gente entra em conflito consigo mesmo, não sabe o que pensar nem como agir. Muitas vezes, sei que ajo como criança. Mas ao mesmo tempo a gente tem preocupações que gente da nossa idade não deveria ter... (será que não?). Essas vêm de problemas em casa.

Será então que essa mistura de velhice com criancice se deve simplesmente ao fato de exigirem demais que nos tornemos adultos, então escolhemos permanecer crianças? Nós não, eu. Já vi que tem muita gente por aí que é bem mais adulta que eu... Ou melhor, bem mais adolescente.

Talvez seja só impressão, mas estou perdendo tempo por aqui enquanto deveria estar me preparando para as provas. Não tenho nem ânimo e só estou em aula há um mês. Ô vidinha. Só espero que o esforço valha a pena no final, espero que eu descubra que isso importa mais do que só deixar rolar. Só que tudo em que eu acreditava e minhas prioridades mudaram bastante. Num país como o Brasil, a gente tem que ganhar bem pra ter uma vida confortável. Então quero ganhar mais ainda para ajudar outros... Será que isso seria utopia? Quando mais olho em volta e assisto ao jornal, menos acredito que dá pra mudar alguma coisa.



Ok, hora de estudar.
P.S.: Consegui arrumar boa parte do blog Até que ficou bonitinho
 

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