domingo, 27 de setembro de 2009

AS NOVAS FACES DO BRASIL.

Taí.
Fome que desespera, que devasta; fome que adoece e que mata. O tão famoso retrato do Brasil ainda é atual, mas não é mais sua única realidade. O excesso de gordura - não a falta dela - ganhou espaço nas discussões entre médicos e especialistas. A falta de acesso a uma alimentação adequada, tanto do ponto de vista qualitativo quanto quantitativo, é notável na vida de milhões de brasileiros. É, no mínimo, intrigante o fato de ambos os extremos, a fome e a obesidade, estarem ligados às mesmas causas.

O atual modelo (capitalista) de nossa sociedade tem tudo para ser o maior culpado desse desequilíbrio. Em um mundo onde tempo de sobra é artigo de luxo, os restaurantes fast-food tornaram-se célebres aliados na corrida contra o relógio para realizar todas as tarefas diárias de um indivíduo. Isso, unido à propaganda massiva de cada vez mais alimentos industrializados de baixo valor nutricional, serviu para detonar os hábitos alimentares do brasileiro. No ritmo que estamos hoje, nos aproximamos cada vez mais do dia em que "brasileiro obeso" será um termo redundante.

O outro lado da mesma moeda é que, ao mesmo tempo que uns têm demais, outros não têm nada. Não é novidade que a fome é um problema que persiste por aqui, decorrente da má distribuição de renda. Já é sabido que há alimento suficiente para sustentar a todos, desde que haja um maior planejamento para o destino das safras - e ainda sobraria para exportar.

Talvez a única solução definitiva - tanto para a fome, quanto para a obesidade - seja a implantação de um sistema mais igualitário, pois quando se segue uma filosofia de "ter mais para ser mais", não há vencedores nesse quesito. Enquanto uma mudança tão grandiosa não acontece, cabe ao governo e à população estender uma mão solidária àqueles que necessitam, seja de um prato de comida ou de companhia para correr à beira-mar.

quinta-feira, 24 de setembro de 2009

EREMITA

É engraçado como estar focada em uma coisa (ou várias, como estou no momento) nos tira completamente da antiga realidade. Em outros tempos, ficaria muito mais tempo no computador, jogando conversa fora com amigos, fuçando fotos e sites pelos quais me interesso, lendo um bom livro só por ler... Hoje, parece que não tenho tempo para mais nada disso. Meus exercícios do colégio estão empilhados sobre a escrivaninha e mal tenho forças para colocar as mãos na massa. A pilha só cresce, nunca diminui.

A formatura está chegando, faz dois meses que não entro em contato com minha família americana (e provavelmente mais dois meses se passarão antes que eu volte a conversar com eles), não tenho tempo de ir à missa (como venho querendo já faz um tempo) ou ir ao cinema. Não assisto à televisão (o que não é uma perda tão grande, tudo bem) nem passo tempo nenhum escutando música. Não consigo deixar de me perguntar se isso tudo vale a pena.

Admito que é divertido passar a tarde no colégio. Apesar de cansativa, a rotina de estudar em grupo sempre torna tudo mais agradável: às vezes nem sequer estudamos :D
Também gosto de folhear inúmeras revistas de fofoca em busca do vestido perfeito, ou se sair por aí imaginando como será estar na faculdade.

Todos me dizem que eu ainda tenho tempo, que sou muito nova. Não sei bem o que eu quero. Talvez seja cedo mesmo para definir o que acontecerá no futuro. O que sei é que o prazo de inscrições não se estenderá muito longe e minha decisão precisa ser tomada. Provavelmente o melhor a fazer é, ao menos, tentar. Cursar um semestre ou dois é obrigatório. Depois, nada me impede de viajar ou voltar ao francês. Sempre quis aprender a tocar piano. Quero crescer como pessoa antes de olhar para mim mesma e pensar que logo logo serei uma profissional de qualquer coisa. (Engenharia Elétrica, no caso).

Amanhã acho que vou à Semana de Jornalismo da UFSC. Sei que não tem tanto a ver comigo, embora a profissão me interesse bastante. Acho que é para considerar um lado totalmente diferente de mim, um lado que fica guardado e empoeirado boa parte do tempo. É meu emocional criativo (coisa que acabei de inventar), que parece se manifestar apenas quando escrevo ou, às vezes, nem tanto.

Falando em escrever... Meu último tema foi Eugenia. Tive que me render à falta de liberdade de uma dissertação. Paciência.

Sociedade (Im)perfeita


Quando se fala no tema eugenia, é comum que se condene a prática com convicção. Afinal, a História da humanidade está repleta de mórbidos incidentes envolvendo genocício e preconceito contra os desfavorecidos, como o extermínio de judeus por Adolf Hitler ou de crianças fisicamente imperfeitas na extinta Esparta. Pouca gente parece perceber, no entanto, que a eugenia é onipresente no dia-a-dia da sociedade atual.

Enquanto crianças, as pessoas aprendem a escolher apenas o que lhes convém e a descartar o que é inútil. Ao chegar à maturidade, a situação não muda. O mais atlético é escolhido para o time, o mais bonito arrasa corações, quem gera dinheiro detém o poder e quem, por azar ou opção, não é dono de uma gorda conta bancária é tratado como escória. Esse comportamento incoerente de excluir o próprio semelhante impede o fim da desigualdade social.

Todavia, muitos sonham em usar a seleção de indivíduos mais capacitados para realmente tornar o mundo um pouco mais justo, teoricamente. Monteiro Lobato, em "Presidente Negro", idealizou uma sociedade indefectível, que chegou ao topo seguindo essa mentalidade intransigente de eliminação do inferior. Por outro lado, uma visão mais radical e pessimista transpareceu na incapacidade dos personagens de pensar por si mesmos em "Admirável Mundo Novo", de Aldous Huxley. Seres humanos criados em laboratório perderam completamente a sensibilidade e afogaram suas emoções. Porém, o preço a se pagar - o lado humano que nos diferencia de outras espécies - é alto demais.

Abandonar os padrões eugênicos que regem nosso modo de vida parece tão utópico quanto adotá-lo integralmente, uma vez que não há meios confiáveis de determinar com exatidão quem seria, de fato, ameaçador para a sociedade. Ignorar isso seria renunciar todas as lições que a História sofrida de tantas minorias ensinaram; seria, também, tentar ocultar uma característica tão marcante do ser humano: a imperfeição.



Enquanto eu transcrevia o texto fiquei pensando... Acho que a melhor maneira de me explicar seria a seguinte:
Eu amo as palavras, amo brincar com elas, conhecê-las, incorporá-las. Ler e escrever, por mais lunático que isso soe, é algo que mexe lá no fundo da minha alma. Por vezes, isso me afeta para o resto do dia. Ou então, posso ficar o dia inteiro com algo na cabeça e só me liberto depois que escrevo. Sei que é louco, mas eu sinto isso mesmo assim. Uma espécie de paixão-gratidão. Mas quando penso no que sou capaz de escrever às vezes, como esse post medíocre... O que veio à minha cabeça foi que é um amor não correspondido, um amor desajeitado. Eu preciso das palavras, elas me alimentam! Mas elas não precisam de mim (haha não há dúvidas de que eu não ando dormindo muito bem). Isso é meio desolador, meio injusto. Eu valorizo tanto a escrita, mas não me presentearam com o dom de dominá-la. Estou fadada ao amadorismo. Me pergunto se, num futuro distante, poderia escrever livros. Não, não, está claro para mim que eu não sei de nada. Tenho ideias aleatórias, impulsos que logo passam. São efêmeros (a palavra favorita de uma amiga minha).

Então eu descarrego por aqui, no meu blog anônimo. Eu acho bem mais válido.

O próximo tema é a contradição Obesidade x Fome
Cada vez mais, eu ando pelo centro da cidade e noto a concentração de meninas (e meninos, mas esses nem tanto) gordinhas. Mais engraçado é que a situação não é a que se espera. Enquanto antes as classes dominantes também ganhavam em termos de peso, agora os papeis se inverteram. Não sei se é porque comida Light é cara ou porque um pacote de bolacha é barato. Não sei se é falta de informação ou simplesmente desleixo. Sei que a situação ficou meio estranha e o brasileiro está engordando bastante.

terça-feira, 15 de setembro de 2009

Carta Frustrada

Brasília, 27 de Outubro de 2010.

Querido Paulo,
Peço-te que me perdoes pela demora a te mandar notícias. Nos últimos meses, minha vida adquiriu ritmo de maratona Olímpica. A campanha eleitoral tomou a maior parte do meu (já escasso) tempo. A candidatura subira-me à cabeça, mas considero-me curada: não tenho mais pretensão de achar que posso mudar um país que não quer ser mudado, não quero ser um único brasileiro a contestar.

Lutei para acabar com os problemas que assolam a nossa nação. Contudo, meus conterrâneos só sabem festejar com um "churrasquinho" regado a cerveja. Não que eu os culpe, todos aprendemos assim. É muito mais fácil esconder-se dos problemas que enfrentá-los, hábito tão comum entre os brasileiros.

Nesta terra, cidadania é um conceito que está apenas no papel, juntamente com outros projetos mil. Empilhados no fundo de uma gaveta, também encontram-se esboços de leis que mudariam o país ou que beneficiariam as elites mandantes, as oligarquias impunes de nossa terra, em muitos momentos, órfã de povo. Faltou ensinar-nos a pensar e a construir, não apenas a aceitar.

Mesmo assim, falhei. Aliás, tentativa e falha resumem minha vida neste país. Foi esse fato que me levou à decisão de aceitar a generosa proposta de emprego para estudar fora daqui. Brasil, lugar que sempre terei em meu coração como lar, entretanto, lugar indiscutivelmente ingrato. Aqui conheci felicidades imensas e as vi despedaçadas em meio à hipocrisia. Vou para outra terra e, contando com um pouco de sorte, terei meus esforços reconhecidos.

Despeço-me de vocês, criaturas queridas, com pesar. Contudo, meu coração se encheu de esperança diante da perspectiva de mudança. Quem sabe não tentarei tudo de novo? Afinal, perseverança também é algo que está enraizado no jeitinho nosso de ser. Espero que, como patriota declarado, possas entender minha decisão e que vás visitar-me um dia, para contar-me se, de alguma forma, o caráter brasileiro mudou.

Um grande abraço e um beijo,
CKP


Texto diferente. Estou bem atrasada e preciso estudar, por isso andei sumida.
O tema seguinte foi Eugenia e sobre este eu nada escrevi ainda. Porém, vale a pena pensar... De acordo com o Waltinho, todos somos um pouco "eugênicos", na hora de deixar o gordinho de fora do time ou de escolher como namorado um garoto bonito ou algo do tipo. Achei exagero, mas vá lá, ele tem um pouco de razão. Só não precisava generalizar tanto... pensando nisso, talvez a coisa renda uma boa redação, ou talvez só me renda um monte de baboseiras. Por que eu nunca sei por onde começar?

terça-feira, 8 de setembro de 2009

ESQUECI...

... que eu tinha blog. :)
Como não tenho muito o que dizer (nem quero fazê-lo), decidi apenas colocar essa coluna da Lya Luft aqui. Saiu na Veja nesta semana.

Achei bonito. Rasguei a página. Guardarei comigo.

Quando morre uma criança
Diz um filósofo que toda morte de uma criança é a refutação da existência de Deus. Eu acho que cada morte de uma criança enfatiza o mistério no qual estamos mergulhados, e que não é silencioso: ele fala alto. Então nos atordoamos para não ouvir, fugimos dele para não o perceber, recorremos a mil atividades e distrações numa agitação insana - horários, compromissos e prazeres, buscamos e perdemos, corremos e não chegamos nunca, nem sabemos aonde queremos ir.

Eu nunca tinha visto uma criancihna morta. Nunca tinha ido ao velório de uma, e quase me acovardei, quase não fui. Mas o carinho pela família, e por essa menininha que tantas vezes vi correndo e brincando, com a qual tive alguns diálogos deliciosos, me deu coragem. E fui. Alguém murmurou: Parece uma boneca numa caixinha. Ela, a pequena, serenada do sofrimento que ocupou quase todo o espaço dos seus poucos anos, dormiua o seu sono enigmático. Nós, adultos de todas as idades, chorávamos. Uns pela perda da pessoazinha amada, outros condoídos pela dor dos amigos, outros, ainda, esmagados pela fragilidade que a doença, o sofrimento e a morte nos fazem sentir.

Amor e devoção imensos iluminaram a vida dessa criança e a todos ao redor. Esse foi talvez o legado maior que a menininha que partiu nos deixou: ao lado da dor e da aniquilação, do desespero e do medo, também existem o bom, o belo, o forte, o amoroso, a devoção e a lealdade - mesmo que tanta coisa fora de nós, de nossa casa e nossa amizades nos pareça decadente ou ameaçadora. Pois todo dia ao acordar somos assaltados por notícias que causam melancolia ou indignação, visões de cinismo, conchavos perversos, desprezo pela honra e falta de modelos positivos. Pouco se faz. Nada se faz. Vivemos ao ritmo desse triste refrão: "as coisas são assim mesmo", "é a vida", "política é isso", "impossível administrar a violência", "o narcotráfico manda em toda parte", "uma maconhazinha só não faz mal", "ninguém tem nada a ver com a minha vida", "não adianta querer mudar", e assim por diante.

Por toda parte, famílias em crise. Pais omissos ou ocupados demais não sabem o que fazem filhas de 10 anos em festinhas sem o cuidado de adultos; pré-adolescentes transam, curtem bebida, maconha ou drogas pesadas, depois que o primeiro cigarrinho abriu as portas. Numa grande festa, jovenzinhos bêbados vomitam ou dormem nos banheiros de um clube elegante. Adultos passam cuidando para não sujar os sapatos. S[o acontece algo quando uma dessas crianças passa realmente mal, e é preciso chamar a ambulância. Onde estão os pais? Vão me achar rigorosa demais, mas eu insisto: Onde estão os pais? Sabem onde andam os filhos, com quem convivem nas longas horas fora de casa, têm consciência do quanto são responsáveis? Este é um dos dramas da maternindade e paternidade: teve filho, é responsável. Quem ama cuida. E que seja com alegria, ou não vale. Não funciona. É de mentira.

Escevo essas coisas rudes, pelo seu contraste com o verdadeiro assunto: uma criança, enferma a maior parte da vida, e sua família provaram que neste mundo também existe verdadeiro amor, que é dedicação. Sem saber, ela ensinou os outrs a ser ainda mais unidos e mais amorosos, eles que tudo dariam para preservar a luz daquele seu tesouro, mas tiveram de se render ao destino, à enfermidade, à morte - não importa o nome. Junto com o sofrimento, ficaram para sempre a claridade, a doçura e a força que vão continuar emanando dessa dura experiência transformadora, e daquela figura travessa, inquieta, corajosa, de grandes olhos escuros que me fitaram tão sérios quando lhe perguntei, brincando:
- Você não quer um dia dessas dar uma volta comigo na minha vassoura de bruxa?
Sem traço de dúvida ou hesitação, ela disse:
- Eu quero!
Menininha que iluminou este mundo tantas vezes feio e cruel, você vai continuar entre nós, na memória de sua passagem breve como a de uma lanterna mágica que vara o céu. Mas esse passeio eu fiquei te devendo. Um dia, quem sabe, quando todos formos poeira de estrelas.

Lya Luft



Amei. Desculpa qualquer erro de digitação.

Tirei 6 na prova de redação do colégio.. não é grande sinal. A professora disse que o texto não tinha erro nenhum (yeeey), mas houve fuga parcial do tema. Logo, 4 pontos a menos. Paciência. Fiz isso de novo nesta semana, então quero aproveitas que não tivemos aula de Redação ontem para melhorar meu texto. Quem sabe eu coloco ele aqui depois, dependendo de como ficar.
Na verdade, ficou simpático, mas como fugi do tema novamente. Portanto, prefiro me despedir apenas com o texto da Lya. E sem comentários meus, já que estou me prolongando e é horário nobre na Globo.

segunda-feira, 31 de agosto de 2009

Brasil, meu Brasil brasileiro

O verão chega logo, em um misto de ansiedade e desespero. Queria ter mais um tempinho para perder tooooodo o peso que ganhei durante o tempo de intercâmbio. Por outro lado, mal posso esperar para tomar banho de sol, me jogar na piscina ou pular as ondas do mar. Sinto falta de colocar um shorte curto e passear pela beira-mar ou pelo centrinho das praias de Floripa. A areia impregnada no pé e o sal nos cabelos, ou o cheiro de sombra, em casa, de banho tomado. O frescor de colocar roupas limpas. Caminhar pela beira da praia sentindo o pé afundar na areia branca, observar o que nossa ilha tem de melhor em matéria de... caras.
Saudade imensa da minha infância também, quando brincávamos sentados na areia ou mergulhando no mar revolto. Certas tradições não mudam.
Nunca é tarde para uma partida de canastra, dorminhoco, mexe-mexe. Ah, o verão.

Por isso voltei a fazer musculação. E agora a dieta é para valer, já que senti que o tempo de espera não é para sempre: já começou a esquentar e a formatura está aí, à nossa porta (e com ela, o vestibular, mas isso é outro assunto).
Só rezo para que não me falte força de vontade.. Ora, o que estou dizendo? 17 anos na cara, se eu não tiver força de vontade, quem mais terá?



O tema da redação desta semana é ser brasileiro...
Eu inevitavelmente senti falta do meu país enquanto estive fora. Senti falta de manicure, pedicure, alguém que me depilasse com cera por um preço decente. Senti falta da nossa música e de nossas praias, uma vez que eu estava em uma zona rural. Senti bastante falta da cidade em si. Arroz e feijão, lá fora, não é a mesma coisa. Na verdade, tudo tem gosto meio industrializado e engorda a gente.
Agora que já faz um tempo que voltei, consigo ver claramente que o orgulho que eu sentia do meu país não passava de necessidade de me fazer diferente e de tentar fazer os estrangeiros pensarem que sim, o nosso país é tão bom quanto o deles.
Mas não é.
O brasileiro é um povo omisso, que não pensa a longo prazo. O brasileiro se deixa levar pela ladroagem que acontece no senado. Reclama, reclama, mas faz igual. O Brasil merece o governo que tem, ele é um reflexo do que eu vejo no nosso povo. Não sei quando virei pessimista. Porém, se teve algo que me chocou foi ler a Veja da semana passada. Em meio a acusações e narrativas das últimas peripécias dos nossos estimados Congressistas, tinha uma frase curta mais ou menos assim 70% dos brasileiros afirmam que se tivessem a oportunidade de desviar dinheiro, o fariam. Até então eu ainda tinha esperanças de que, com a limpeza desses nomes antigos que ocupam as cadeiras importantes de Brasília, o país também seria renovado. Obviamente estava enganada.

Orgulho de quê mesmo?

domingo, 23 de agosto de 2009

E... NÃO DEU LIGA

Advertência: TPM, cara inchada, sorvete de chocolate e gossip girl. Isso não dá muito certo.

Realmente, lendo o texto de novo percebo o que o Waltinho quis dizer. Ele não toca, não é verossímil. O objetivo não era esse mesmo, mas bem que eu queria. Tive um fim de semana meio miserável. Tive consulta sexta logo após o almoço (na realidade, foi na hora do almoço...) e dormi até sábado de manhã. Para falar a verdade, eu nem dei notícia aos meus amigos, nenhum deles. Acho que no fundo eu sou a culpada por me sentir sozinha, parece que é opção. Mas eu estava sim meio grogue para fazer coisas úteis. Assisti Gossip Girl durante boa parte do dia.
Hoje fui a um encontro de família. Estava tudo agradável, mas de algum jeito, não ter comido nada o dia inteiro juntou-se à tpm e ao fato de não ter nenhum Bob's aberto onde eu pudesse conseguir um milk-shake para minha cara inchada e minha gengiva sofrida levou-me ao limite. Cheguei em casa aos prantos. Se eu não tivesse feito tanto drama, teria sido cômico. Eu nem queria sorvete tanto assim. A gente sempre tem esses dias né?
Então me revoltei e resolvi que eu ia relaxar o resto do dia. Ou noite, porque quando chegamos em casa já estava escurecendo. Continuei assistindo à série, essas coisas viciam. Nem sinto vontade de pensar em mais nada, amanhã começa uma nova semana e, assim que eu puder comer normalmente, uma nova vida. Vida de gente sociável. Vida de adolescente (quase) normal. Quase porque eu sempre terei este lado esquisitinho que não quer falar com ninguém no fim de semana ou que insiste em viver em um mundo que não é seu. Desde que eu viva, paralelamente, em um mundo onde as coisas são reais.. está tudo bem. Né?
Vou ver mais um episódio antes de ir para a cama.

terça-feira, 18 de agosto de 2009

VIDA INVISÍVEL

Era a terceira vez que sacudia meu nariz para livrar-me do isopor branco que o céu cuspia em minha cabeça naquele dia singularmente frio. Caminhava taciturno pela calçada larga, encolhido. Os passantes também escondiam-se como coelhos em suas tocas de lã ou casimira, compradas em promoção no ano anterior.

Alguns metros à minha frente, um burburinho atraiu meus olhos. Meia dúzia de pessoas estavam reunidas em torno de um homem de cabelos prateados. Ao me aproximar do local, informei que era da polícia e indaguei o que ocorrera. "Só vimos um moleque esbarrar nele, correndo". Claro, o velho era só um obstáculo, então deixou-o no chão como um vira-latas esquecido na pista amarga de concreto.

O idoso tinha um nome: Adenor. Já de cócoras, perguntei se estava tudo bem. Uma mulher rechonchuda, de voz esganiçada, interrompeu-me dizendo que o homem não queria paramédicos envolvidos. Ele dirigiu-se a mim: "Sabe, a gente vive como pode. Contudo, ninguém neste lugar reconhece que trabalhei, e muito. Chegou minha hora de descansar". Verdade, a sociedade é hipócrita assim mesmo. "Entretanto, veja o retorno que tenho. Não quero levantar, para mim chega".

Refleti por uns instantes. Ele estava certo: não havia solidariedade, eu bem o sabia. O homem tinha claramente fraturado seus frágeis ossos e sua alma. Quisera eu poder colar os pedacinhos, levá-lo para casa e explicar-lhe que nem todos eram assim, que existiam pessoas diferentes. "Doce ilusão", disse o grilo que mora atrás da minha orelha.

- Fé em Deus era o que me mantinha de pé. O tempo acabou, deixe-O me levar embora - disse o homem.

Os curiosos se dispersavam. Eu fiquei ali, sem querer contrariá-lo, esperando a morte chegar. Meu pai devia ter aquela idade. Iria abraçá-lo assim que eu chegasse em casa, anotei mentalmente. Já era quase noite quando os olhos do homem perderam seu brilho meio opaco. Fecharam-se eternamente para aquele mundo ingrato.

Tirei o celular do bolso... Dei um suspiro inconsolado. Fora uma fatalidade dessas invisíveis aos olhos do cidadão comum, dessas que acontecem todos os dias.


Nada a declarar, estou com muito sono para isso.

segunda-feira, 17 de agosto de 2009

IDADE

Às vezes encaro certa relutância em aceitar as coisas que já foram, algumas lembranças até me impedem de seguir em frente.

Hoje a aula de redação (por que eu menciono tanto essas aulas por aqui hein?) foi, no mínimo, difícil. A princípio, o ritmo foi normal: exposição do conteúdo, piadinhas, exemplos. O tema desta semana é o idoso. Engraçado, tanto para dizer... O Walter mostrou dois vídeos, até queria colocar o primeiro aqui, pois achei uma gracinha. Era daqueles que a gente assiste e deixa a sala de coração leve, envolvida por uma ternura imensa, uma vontade de que isso aconteça com a gente também.
Depois, como não podia deixar de ser, o lado negativo. Desrespeito, violência. Até me deu uma ideia (´), mas acho que não consigo transferi-la para o papel. O vídeo era simplesmente uma reportagem - e não me atrevo a procurá-la no youtube sobre violência doméstica contra os idosos. Pode ser drama meu, mas eu não consegui assistir ao vídeo sem pensar na minha única avó viva, que acaba de fazer 92 anos, quase a idade do senhor da TV. Ou então no meu avô, já falecido, que tinha a mesma doença (Alzheimer).

A ausência de humanidade, de... sentimentos, de alma de algumas pessoas me choca. Ora, todos erramos o tempo todo, certo? Somos também perdoados o tempo todo. Mas isso é exagero, inconcebível.

Enquanto assistíamos àquelas barbaridades, lágrimas incessantes rolavam de minha face. No escuro, nem percebi que estava em meio a meus colegas. Eu tremia de raiva, de dor. Um observador qualquer provavelmente não podia perceber muito bem o caos interior que meu corpo encerrava. Achei difícil me conter, sorte que a luz permaneceu apagada.
As histórias que vieram depois, mesmo não sendo extremamente tristes, mexeram ainda mais comigo. Só por ter me identificado, de alguma forma, com a história do professor. E me deu mais vontade ainda de chorar. De sentar e chorar.

Como a aula já terminasse, mantive a compostura o melhor que pude. Então tive que correr para o desabafo, mas não sei o que escrever! Acho que nada vai expressar fielmente o rancor que eu sinto. Não sei nem qual é a palavra.. Queria muito fazer jus ao que eu penso. Mas talvez o melhor seja esquecer e escrever um texto mais feliz mesmo. Só dessa vez.

sábado, 15 de agosto de 2009

ATCHIM!



Um vídeo que o Grega mostrou pra gente em aula. Genial.

Desde que acordei, não tive sossego das minhas vias respiratórias *Espirro* Desculpe. Pois é, sabia que terua que tirar o dia para estudar, mas dei uma enrolada mesmo assim. Passei uma curta parte da manhã instalando um roteador de internet a cabo, ou algo com um nome parecido. Agora tenho internet no quarto, então posso sentar aqui, ver televisão, digitar isto e assoar o nariz, tudo ao mesmo tempo. Sem tirar minhas pantufas do Pluto.
Minha mãe acha que estou febril. Não vou poder ir ao aniversårio da Mel, que droga. Logo agora que eu resolvi deixar de ser anti-social... *Pega um lenço*
Parece que vai ter que ficar para semana que vem.
Ontem já foi bom né?


Em Criciúma o Energia já fechou. Parece que estão tendo aulas a distância. Me pergunto se isso funcionaria.

Vovó veio almoçar com a gente. Espero que seja só alergia mesmo, nem falei direito com ela. Enquanto isso eu fico aqui vegetando, lendo sobre a Teoria de Arquimedes, a reprodução de angiospermas ou as revoluções liberais do século XIX. Assisti TV demais também. Li um pouco. Essas coisas de gente doente que não sabe o que fazer com seu tempo livre. Mas não queria fazer nada disso, queria sair. Ou ir ao cinema. Tudo que é proibido. E lá vou eu de novo.

sexta-feira, 14 de agosto de 2009

SESSÃO DE LEITURA



Sentada à mesa da sala compacta, lápis à mão, tentava calcular o orçamento. Mais uma vez, as contas não batiam. Notou que era chegada a hora de visitar seu pai. Levantou-se preguiçosamente, calçou os sapatos e dirigiu-se ao quarto. Empurrou a porta levemente, já segurando o livro da semana.

Mergulhou no breu do aposento, onde encontrou o homem jazendo na cama. O ar era denso. A televisão, como se tivesse parado no tempo, era a única fonte de luz com suas imagens monocromáticas. Ela ignorou o sobressalto do pai ao vê-la, acostumara-se. Engoliu as perguntas que tinha sobre sua saúde, contentou-se apenas em cumprimentá-lo antes de começar a leitura. Os olhos do sujeito lhe eram desconhecidos. Ele a fitava constantemente, atravessando sua carne, perfurando sua alma desgastada. As lágrimas salgadas foram impedidas de fluir, o animal feroz que rugia em seu peito teve de ser domado.

A leitura prosseguiu. A moça pronunciava cada palavra com cuidado, para que fossem compreendidas. Tentava transmitir silenciosamente, a cada sentença, a emoção e a ternura que sentia, proibida de dizê-lo em voz alta.

Ela não era mais o poço de esperança de outrora. A princípio, acreditara piamente na melhora. Entretanto, ao notar a evolução da doença, desabou. Memórias preciosas perdiam-se todos os dias; era aterrador. Fingia-se inabalável.

Quando leu o desfecho da história, curtiu as feições infantis do enfermo. Ele adorava o detetive Hercule Poirot. Subitamente, captou, sem saber de onde, uma nova expressão nos olhos do homem: seu pai. O reconhecimento e a lucidez iluminaram seus olhos, o cômodo encheu-se de alegria. Ele abraçou forte a filha. "Voltei", pensou, "e não a deixarei mais". Ao menos não naquele instante eterno.


Mamãe gostou.

Odeio esses textos amadores [2]
Mas estou fazendo algum progresso, acredito eu. O Waltinho elogiou e me deixou feliz pelo jeito que ele falou. Só que agora já esqueci. Sim, felicidade está nas pequenas coisas, que me alegram por um instante e logo se apagam (mesmo que seja um pequeno indício de que ainda há esperança). É isso. Até que eu gostei, já que esse foi um texto que começou de ideia (´´´´´´!) nenhuma, eu quase não o escrevi (uma vez que era semana de prova). Ainda bem que o fiz, porque, se a minha memória não me falha, o texto da prova de redação ficou bem medíocre. Até pra mim. Tanto que só faz dois dias e está tudo embaçado em minha memória... Resta-me esperar o resultado e pegar o texto corrigido.

{a outra foto transmitia mais o que eu pretendia, mas gostei dessa também}

Eu quero melhorar, mesmo. Só que eu tenho a impressão de que um verdadeiro talento com as nossas amigas palavras é o tipo da coisa inata. Aceitei minha condição de reles admiradora do trabalho alheio... Afinal de contas, foi isso que sempre fui. Isso aqui é distração, brincadeira. Todo mundo merece, certo? Só que eu tenho que me encontrar, todo mundo tem que se destacar em alguma porcaria, droga. Engenharia... acho que és tu mesmo. Na marra.

sábado, 8 de agosto de 2009

Opiniões Públicas

Nem todo mundo precisa concordar com o que eu penso.

Ontem fui ao cinema ver Inimigos Públicos, novo filme do Johnny Depp, Christian Bale e Marion Cotillard. Meu pai havia de desencorajado a assisti-lo. "Não dá para saber quem está atirando em quem", ele disse. Como grande fã do Johnny que sou, eu tinha que ver com meus próprios olhos antes de formar uma opinião. Não achei que eu ia gostar, uma vez que filmes de Gângster nunca foram meus preferidos. Ainda bem que eu fui.

Adoro filmes, adoro cinema. Acho lindo, mágico, envolvente. Através de um filme, o diretor pode passar imagens mil ao espectador. Ele transmite sua mensagem do seu jeito e nós a interpretamos do nosso. Cria-se um laço que não pode ser quebrado, do início ao fim. Só que o cinema virou indústria (admito, muito antes de eu estar aqui) e produzir filmes é, hoje, apenas um negócio. Parece que já existe uma fôrma pronta, um molde de cada gênero de filme. Os caras apenas vão lá e trocam as cores e os atores, mas a forma é a mesma; sempre. Isso faz com que a gente veja sempre a mesma coisa. Eu gosto desse modelo padrão, entretanto eu sempre saio das salonas escuras com a sensação de que eu já vi aquilo em algum lugar (nota: eu nem assisto a tantos filmes assim).
Dessa vez foi diferente.


Inimigos Públicos se passa nos Estados Unidos nos anos que se seguiram à quebra da bolsa de Nova Iorque (1929), mais ou menos em 1933. "Era de ouro para o assalto a bancos". O filme conta a história de criminosos como John Dillinger (Depp) ou Baby Face Nelson. É baseado em um livro onde pode-se conhecer narrativas das fugas e assaltos dessa classe de bandidos americanos. Eles impunham um desafio à Lei norte-americana, já que eram rápidos, sagazes e bem vistos pelo povo (que culpava os bancos pela crise que afetava o país).

Foi um resuminho tosco, ok? Desculpa, mas não achei nenhuma sinopse muito reveladora. O negócio é que o filme me agradou. Eu não li o livro e vi comentários na internet de gente que fala que o diretor, Michael Mann também não. Bom, para quem não leu o livro, o filme é bom. A atuação de Johnny Depp foi espetacular, como de costume. Marion Cotillard também deu um show. Christian Bale, na minha opinião, não impressionou muito.
Não sei se gostei do filme pela personalidade de Dillinger no filme, que apesar de ganhar a vida com aquilo, mostrava ter alguns princípios (e eu, romântica como não posso deixar de ser...). O filme tem sacadas inteligentes, é, por vezes, sutil em sua ironia. Tem romance, ação e humor. Durava mais de duas horas que, para mim, passaram voando, como raramente acontece quando vejo um filme longo desses. Em suma, eu veria de novo hoje mesmo.



Há quem discorde. Pelo que eu pude ver, a crítica não aceitou o filme também, mas não vi nenhum argumento convincente, nada com que eu pudesse concordar. Fala-se que tem umas cenas pouco realistas (como a que ninguém o reconhece no cinema ou a parte que ele sai do carro segurando sua arma, no meio da rua cheia de policiais...): realmente. Mas gente, não é isso que define o cinema? Fazia tempo que não gostava tanto de um filme, então achei que valeu bastante a pena.
Desculpe o desabafo.

mudando de assunto...
Estou lendo Admirável Mundo Novo. Caramba, é um livro assustador. Achei a ideia (o computador concorda comigo que ideia merece um acento...) bastante inteligente. Porém não achei tão envolvente ou bem escrito assim. Ouço o nome de Aldous Huxley como referência em todo lugar, mas não sei bem o porquê. Talvez ele tenha sido o primeiro a escrever esse tipo de livro (deifnitivamente não o único), mas acho que ler um só já está de bom tamanho. Para mim bastou Fahrenheit 451, embora infinitamente mais chato que este. Vou terminar, é um livro agradavelzinho e faltam poucas páginas. Mas eu bem que esperava mais.

Não tenho muito o que falar. Sempre que acordo tarde desse jeito fico em um ócio irremediável até a noite, quando resolvo acordar. Não sei o que será de mim esta tardee, já que tenho que estudar e nem abri minhas apostilas ainda...

terça-feira, 4 de agosto de 2009

Mais um rascunho

A lua cheia contempla-me do lado de fora da minha janela. Olho para o céu e esqueço tudo. Acho que é essa calma inexplicável que eu sinto ao deixar de olhar o mundo à minha volta e concentrar apenas nos astros, é isso que me traz fé. Isso que me faz duvidar da inexistência de algo maior. A onda de paz que envolve meu corpo e, principalmente, meu espírito, provoca um risinho quando penso em gente que acha que acaba aqui. Como poderia?

A recompensa. A mãe tirou as mãos dos olhos de Flávio. O garoto, aliás, jovem adulto, demorou alguns segundos para se acostumar à luz. Tentara imaginar, em vão, o que seus pais prepararam para seu aniversário de dezenove anos. Na verdade, não havia muito o que ele realmente precisava, sendo pertencente a uma classe privilegiada da sociedade brasileira.

A celebração. Piscou algumas vezes e deparou-se com um ousado carro esporte preto. Seus amigos ficariam invejados, foi a primeira coisa que pensou. Exclamando palavras, gírias, de contentamento, sentou no banco do mororista e fingiu estar em uma rodovia. Não esperaria até o dia seguinte para fazer o test drive. Sem uma palavra de agradecimento aos pais, saiu de casa naquela noite. Eufórico, passou na casa de alguns amigos e o grupo dirigiu-se à agitação noturna da cidade onde moravam. Não voltar antes que a luz crua da manhã tocasse suas faces embriagadas era senso comum, verdade indiscutível, pacto silencioso.

A liberdade. Sair toda noite e criar algo diferente virou rotina. As noites quentes de verão abraçavam sua pele fria com relento acariciando-o, chamando-o para a escuridão. Quando se tem dezenove anos, é quase um pecado ficar em casa. Mesmo que a mente racionalize, tente controlar, o corpo é movido por um instinto animal para o mundo exterior.

A onipotência. Certa noite de lua cheia, Flávio fora a uma nova boate da cidade. Avistara a garota que enchia sua mente. Sua forma era perfeita, seu corpo, sensual. Os dois trocavam olhares significativos: ele sabia que o momento chegara. O mundo girava em câmera lenta, apesar de que o menino não fosse do tipo que se apaixona. Seu corpo, porém, sucumbia aos efeitos da bebida. Tomando a dianteira, tentando medir suas palavras, conseguiu o que queria. Em meio a toques e carícias, sussurrou em seu ouvido que a queria. Como se fossem um, foram ao encontro do ar invasivo da noite. Ele sentiu que era o dono do mundo.

A punição. O triunfo que sentia era quase sufocante: o peito inchava e respirar já não era tão fácil. Poderia explodir de alegria e satisfação. Estava cego, eufórico e desatento ao que acontecia por ali. De um lado, segurava o volante, do outro, mãos entrelaçadas. Ela tinha um olhar felino, que o devorava. Estava em êxtase total. Repentinamente, por seu lado esquerdo, não se deu conta do leão faminto que se aproximava. O motorista do caminhão de carga já dormia no volante, tendo dirigido por mais de um dia sem descanso. Com um baque surdo, três vidas esvaíram-se de seus corpos; a montanha desmoronou.


Odeio esses textos amadores. Sério.

sábado, 1 de agosto de 2009

ISTO, ISSO E AQUILO

Acabou que saiu um texto sim. Acabou também que passar o tempo escrevendo asneiras nesta caixinha branca do blogger faz algum efeito. :) Escrevi a redação na segunda e a levei para o laboratório na quarta. Ganhei elogios! Inacreditavelmente, ela disse que a redação era boa. Falou que eu escrevia bem, mas faltava dar uma lapidada e incentivou-me a praticar semanalmente. Admito, era desse tipo de empurrãozinho que eu precisava, foi bom ter falado com aquela professora. Ai ai, odeio ficar me lamentando, mas às vezes eu queria sim, melhorar com isso. Só que não é assim né? Não é a técnica, o problema. É o conteúdo. Não tenho pretensão de melhorar a ponto de tornar essa mania de colocar palavras no papel profissão. Também acho isso meio impossível. Não. Meu interesse é o vestibular mesmo, já que escrever só por escrever eu posso fazer a hora que quiser. Não preciso agradar ninguém mesmo. No entanto, a gente sempre gostaria de agradar né? Só que eu acho que isso é para uns poucos. Vou deixar o entretenimento a cargo desses.

Ontem falei com a Nica e ela me chamou para visitá-la em Criciúma como nos velhos tempos. Dia 28 tem uma festa do terceirão de lá, acho que eu vou sim. Só estou pensando em uma maneira de voltar no dia seguinte de manhã para comparecer à Revisão Programada que tem sábado à tarde. ;_; Droga. Agora que a gente finalmente se decide, tem algo atrapalhando. :/ Vou ver se essas revisões são gravadas, aí dá para assistir na semana seguinte.. Se bem que eu bem sei que até agora não assisti às aulas de atualidades. Terei que pensar no assunto. Tenho saudade daquele povo lá poxa... :X

Estou começando a achar que eu não gosto mais de física e matemática. Juro, estou enrolando para fazer os exercícios. Pra caramba. Ui ui, que crise. Logo agora? Eu não podia me decidir logo, para o meu próprio bem? Se bem que física elétrica é legal, o que dá preguiça mesmo é a matéria do Jerry. Cruzes, não aguento mais. Aguento... Ei, onde que eu acho uma listinha das novas normas da Língua hein? Eu nunca sei. Só sei que ideia me dá uma coceirinha na mão para ir lá e colocar o acento. Ui que droga. Frustrante isso de se importar com tudo e não se importar com nada. Estou passando por umas mudanças de personalidade que eu nem mesmo entendo, só sei que me sinto diferente o tempo todo. Só que às vezes quero ser o que não sou.

Quero me descobrir. Mas já sei o que quero descobrir. Não sei mais o que vejo ao me olhar no espelho, não sei mais o que sou. Será isso crise da idade? Será que passa? Espero que sim, mas sem deixar traumas. Sei que, andando pela rua, nada é a mesma coisa. Só que, ao mesmo tempo, tudo é igual. O conforto de estar sozinha é o mesmo. O medo de ficar sozinha é maior. Existe um conflito crescente entre duas partes de mim que eu quero afogar, esquecer. Entretanto, não sei como fazer. Também não sei como, de mim, arrancar essa insegurança, esse temor que eu não sei mais de onde vem. Sei só que às vezes ela vai e me deixa. Isso me alivia, quero isso para sempre. Disseram-me que Para Sempre não existe. Não custa sonhar.

segunda-feira, 27 de julho de 2009

Oi? Lei anti-fumo? Ah, fácil, é.... então.

Já faz 10 horas que eu prometi a mim mesma que levaria as aulas de redação a sério. Porém, como era de se esperar, ainda nem comecei a desta semana (também sei que se não fizer hoje, não faço mais).
Talvez seja hora de pensar sobre o tema... O que escrever sobre a lei anti-fumo? Pode ser de qualquer ponto de vista, tenho bastante liberdade com o tema desta vez. Então por que não consigo pensar em nada decente?
Pessoalmente, sou a favor da lei. O primeiro motivo.. bem, sou eu mesma. Cigarro fede, mal aí. Pena que eu não posso escrever isso. Depois que, bom, se essa gente não se cuida, alguém tem que ajudá-los. Mesmo que não seja responsabilidade do governo ficar perseguindo cada um na rua mandando eles lavarem as mãos, apagarem cigarros e não comerem frituras, eles podem dar uma forcinha. Assim vêm as leis de imposto sobre o cigarro, ambientes apenas para não-fumantes, etc. No caso de alguém querer fumar um cigarro com os amigos, enquanto toma uma cerveja em um bar, na balada, ou até mesmo em um restaurante que tivesse área restrita para isso... Eu não me importava (Se bem que torcia o nariz quando tínhamos, por causa do meu tio, sentar na área de fumantes). Então sou a favor do governo intervir no assunto como uma mãe chata que tenta orientar seu filho rebelde. Não li nada sobre o assunto, apenas ouvi dizer que a lei era mais para proteger os garçons desses diversos bares que, mesmo sem fumar, fumam 6 cigarros por noite. É tipo morar em São Paulo né? Imagina só ser garçom, fumante em São Paulo. Caramba, acho que meu texto vai ter um cara assim. Coitado, talvez ele morra de câncer de pulmão. Que você me perdoe, mas comprar alguma coisa que já vem com as doenças que aquilo pode causar estampadas na embalagem... E para consumo próprio? E depois sou eu que não faço nenhum sentido.

Dá licença, que a novela já começou. E eu tenho que escrever sobre um tal de Zé, que fuma, e encontrou esse tal de Evaristo, o Cabelo, que é garçom. Mas os dois não se conhecem até dividirem um quarto de hospital. Ou algo parecido. Os dois têm câncer de pulmão, mas um tem culpa, outro não. Talvez eu vá mais a fundo que isso. Está começando a funcionar, pera. Não vou nem escrever aqui, vou direto pegar meu caderno antes que a idéia escape. Fui.

sábado, 25 de julho de 2009

Drama Oriental



Isso é da trilho sonora de Goong. Ouço essa música de novo e de novo e reaviva (isso não existe né?) a minha vontade de aprender a tocar piano... A música não aparece muito na série, tem outras que ficam bem mais na cabeça (!!! Perhaps Love ou Parrot), mas eu me apaixonei por essa aí, por isso coloquei aqui. :)

Image and video hosting by TinyPic

Sinopse
Imagina se um dia você acorda e descobre que se tornará a nova princesa da Coréia.
Impossível? Não para Shin Chaegun! Essa adolescente maluquinha da classe média baixa coreana descobre que há muito tempo atrás foi prometida em casamento para o príncipe herdeiro e... tudo são contos de fadas. Ela descobre que a vida da realeza não é tão boa assim e seu príncipe também não é tão encantado... Aos poucos ela tem que se acostumar com o palácio, com a comida, com as roupas, com sua sogra, com seu marido... E todos têm que se acostumar com ela, ora bolas.
Goong (Palácio) conta a história de conflitos da realeza coreana em meio a muita comédia, muito romance e muito drama!

Nota: Isso se a Coréia tivesse uma realeza. Pois é, a série realmente é muito engraçado, mas a palavra que mais me dava vontade de repetir é "Lindo!" Linda cena, lindas roupas, lindos atores... :X Hhaiuhaiua

Também tinha que chorar quando chegou o final né. Chorei demais, e nem sei o porquê. Lindo! :D
Também assisti inteira a série Zettai Kareshi. Isso porque a atriz principal não gostava do cara que eu queria que ela gostasse, então comecei a chorar. Aí, aconteceram umas coisas e, quando eu me acostumo com o cara que fica... Enfim, só vendo. Acho que as séries japas, de um modo geral, são mais engraçadas e sempre parecem ter um quê de desenho animado. Já essa coreana era mais séria, mais novela.
Zettai Kareshi
Riiko Izawa é uma garota sem muita sorte no amor que nunca teve um namorado e foi rejeitada por todos os garotos pelos quais ela tentou se aproximar. Quando ela devolve um celular perdido para um desconhecido e estranho empresário, recebe como agradecimento o endereço do website de sua empresa. Riiko acaba por, sem intenção, encomendar um andróide, projetado pela empresa Kronos Heaven para ser o namorado perfeito, com a intenção devolvê-lo depois do período de teste de três dias.
Mais a pergunta é: Será que Riiko vai devolver?

É claro que ela não devolve. O robô é um chato no início, mas ele vai ganhando espaço e começa a te conquistar. E a conquistar a garota também. Só que para tudo: ele é um robô! pelo-amor-de! E tem um cara de verdade muito apaixonado por ela (e eu por ele!)...

quarta-feira, 22 de julho de 2009

Só divagando

Ontem comecei o processo de tentar dormir mais cedo... Bom, as férias estão mais para lá do que para cá e se eu continuar indo para a cama às 3 da manhã, as coisas (leia-se Eu) não vão funcionar quando eu tiver que acordar às 6. Então eu deitei 1h30. Fiquei lá rolando nos lençóis e é engraçado perceber o que passa pela nossa cabeça nessas horas. Por exemplo? Bom, eu ia começar citando um novo nome pro blog, já que eu acho o atual meio estúpido. E gente, funciona mesmo! O nome era perfeito, eu me lembro. Mas escapuliu, criou asas e voou.
Aí a gente começa a fazer planos para o dia seguinte (a hora que quer acordar, fazer a unha, tem que ligar pro cara da internet...) e, em seguida, já vem planos para uma nova dieta. Também fiquei pensando no filme que quase assisti ontem à noite com meu pai.
Não me recordo o nome, mas era sobre um assalto a banco, do Spike Lee. Eu já tinha visto. Ele também. Nós três (minha mãe também estava lá) ficamos passeando pelos canais da TV sem achar nada que nos atraísse (nessas horas meus DVDs sempre me salvam... e meu pai ainda reclama). Com o corte de gastos que tem acontecido aqui em casa, também cortamos alguns canais de TV. Não acho que vá fazer falta de qualquer jeito. Acho que o nome do filme era O Plano Perfeito e os caras vestiam branco. Já viu disso? Assaltantes de branco, que romântico. Sentada ali eu só conseguia ver coisas engraçadas. O filme estava na TNT. Oras, todo mundo sabe (menos a minha mãe, aparentemente) que filmes naquele canal são dublados. E todo mundo sabe que filmes dublados não dá pra engolir, fala sério. Inevitavelmente eu comecei a imitar o sotaque dos dubladores dos personagens, fora uns comentários maldosos aqui e ali. Minha mãe sempre me dizia para combinar as roupas de baixo. Olha mãe, taí, por isso que você sempre me mandava combinar direitinho disse enquanto os assaltantes na telinha obrigavam os reféns a tirar as roupas. Ela riu. Não queria me fazer desagradável, mas sabia que não tiraria muito proveito daquele filme então saí da sala. Além do mais, talvez eles o quisessem assistir mesmo.

Rolando entre entre os lençóis também decidi que queria viver uma história.

Decidi que essas séries japas e a falta de contato com o mundo exterior (que eu mesma criei, admito) estão me deixando viajona. Eu estou jurando que vou pro Japão num futuro próximo. E é sério. Tem um sentimento me corroendo de "eu quero sair daqui e ver o mundo". Sei que não é assim tão fácil, mas e daí? Eu gosto mesmo é de desafios. Sinto que enquanto eu não tentar, não sossego. Quero ir lá, ver se é tão bom quanto parece. Vivendo um ano fora como eu vivi, percebi que isso é possível sim. Então é atrás disso que vou correr, de sair daqui de algum jeito e fazer minha história diferente. Sair daqui de algum jeito. Mesmo sabendo que pareço louca.

Sentar aqui sem saber o que escrever dá nisso. Esse monte de pensamentos sem sentido... Essas nuvenzinhas que estão no ar e de repente pousam aqui e se entrelaçam, mas sem combinar muito bem. Tenho feito muito isso ultimamente. Né?

p.s.: O novo layout ficou gracinha né? É de Goong. Me apaixono cada vez mais pela série. Aliás, estou curiosíssima para saber o que vem em seguida. Depois eu coloco uma sinopse aqui.

sábado, 18 de julho de 2009

Então é assim que sente uma pessoa que fumou...

Ontem fui ao dentista tirar meus cisos direitos. Cheguei ao consultório bem tranqüila, mal tinha passado pela minha cabeça que estava para fazer uma cirurgia, e que depois iria doer, etc, etc.
Na sala de espera, a secretária já me deu um remedinho para eu "relaxar" (mesmo depois de assegurá-la que eu estava calma em relação aos procedimentos seguintes). Depois de alguns minutos, eu e minha mãe estávamos em alguma conversa calorosa ou algo que fez a mulher comentar que eu falava demais. Quem me mandou ficar relaxada foi ela, oras!
Em todo caso, o dentista acho bom me dar mais um remedinho... Ora, que ofensa! Haiuhaiuhaiuah Tentei, então, ficar comportada, para eles não acharem que eu era totalmente maluca. Assim que eu sentasse na cadeira dele eu saberia que ia calar a boca, mas de que adianta falar alguma coisa? Além do mais, como poderia eu tagarelar daquele jeito se minha boca estaria totalmente anestesiada? Teria que concentrar todas as minhas forças em não babar, isso sim.

Em todo caso, continuei sentadinha ali, lendo em voz alta para a minha mãe (que tinha esquecido os óculos) os procedimentos pós-operatórios. Ora, não é que a moça passa por mim de novo e exclama: E não é que ela consegue ler ainda? Fiquei pensando se eles queriam me dopar totalmente. Em seguida ela me entregou uma ficha para preencher. Quando me levantei para colocar o papel na mesa dela, minhas pernas estavam bambas, achei que ia cair. Pronto, conseguiram o que queriam, chatas.

Sentei de novo e reparei que meu humor havia mudado um pouco. Eu e minha mãe rimos um monte. Eu ria de nada e minha mãe ria de mim. Foi bem legal :9
Passados alguns minutos, fui conduzida à sala de operações e notei que estava meio tontinha.
Correu tudo bem. O que se ferrou foi o dentista que teve que tirar um dnete meu que não queria mesmo sair (achei mesmo que estava demorando). Além disso tive que ouvir fofoca da assistente dele, que não se dava bem com a secretária. Além disso ainda reclamava de dor de cabeça e mandava o cara tomar remédio para torcicolo. Vê se pode! Haiuhauihaiuahiauh Eles provavelmente achavam que eu tinha dormido mesmo. Não que esses assuntos me interessem, eu nem vi o rosto da assistente dele (sempre tampada por uma máscara). Mas que foi interessante foi.

O pós cirúrgico é chatinho. Hoje meu dia foi o menos produtivo possível. Ontem depois do dentista fui direto dormir (eram umas 6 horas da tarde). E dormi até meio dia. Poderia ter dormido mais, mas minha mãe me tirou da cama. Não consigo me concentrar pra pensar em nada direito. Não li nada, mas tentei fazer uns exercícios de matemática sem sucesso. Refiz uma equação simples muitas vezes até chegar ao resultado certo. Acho que o jeito hoje é relaxar mesmo.

Terminei de assistir a uma série japonesa (chama-se dorama - ou Jdrama). Hanazakari no Kimitachi é uma fofura só.
Ashyia Mizuki sente-se responsável pelo fim da carreira de Sano Izumi. Ele fora ferido por uma gangue de delinqüentes e parou de treinar salto em altura. Mizuki, que mora nos Estados Unidos, resolve se mudar para o Japão e estudar na escola de Sano para convencê-lo a voltar a saltar. Acontece que a escola é só para garotos e ela tem que se disfarçar...

Já dá pra antecipar que isso não é fácil né? Enfim, algumas coisas são meio clichê, mas a história é muito fofa. Ainda mais, os personagens secundários são umas gracinhas e a série é cheia de humor :} Agora a Du me falou para baixar um coreano chamado Goong. Estou baixando já que não tenho muito o que fazer mesmo... Sei lá se não vai ser muito esquisito. Mas esses japas lindinhos me fizeram querer ir pro japão. Fala sério, o povo lá é fodástico. De eu fizer engenharia mesmo tenho certeza que seria uma boa idéia ir para lá. Mas ainda falta tempo.

quinta-feira, 16 de julho de 2009

Chorei litros...

... e por antecipação! O filme (Harry Potter) foi muito bom mesmo! Os efeitos, na minha opinião de leiga no assunto, foram espetaculares e bem convincentes! :D Ficamos no cinema até as 3 da manhã, tentando fugir das câmeras do jornal do almoço (na boa, não sou muito fã dessas entrevistas..). Mesmo assim, minha mãe disse que me viu no fundo. Haha. Um milhão de pessoas conhecidas estavam lá + o povo alternativo, que são mais um milhão de pessoas, o que dá a população inteira desta cidade... Os 120 minutos que se passaram enquanto estávamos sentadas no cinema (naquela parte de fora) pareciam ter sido esticados como uma tira de chiclete daqueles de fita, enroladinhos.

Pouco antes da porta da sala abrir, conseguimos um furinho na fila. Só que eu, a Du e uns amigos dela formávamos uma ramificação muito óbvia na fila e eu tinha certeza que acabaríamos entrando por último. Não que isso me preocupasse, já que os lugares eram marcados mesmo... Mesmo assim, à medida que o tempo passava, meu sono ia embora e minha ansiedade aumentava. Já estava mexendo no meu casaco, nas unhas, batendo pés, parecia uma lunática. Quando olhei para o lado, um funcionário do cinema estava abrindo mais uma fila de entrada. Cutuquei o amigo da Du.. como era mesmo? Calil? Sei lá, sei que empurrei ele de leve para ele mudar de fila e assim não me sentiria mal de cortar o caminho de ninguém. Deu tudo certo e fomos praticamente os primeiros a entrar... Só que ainda faltavam 20 minutos para o início da sessão.

Depois do que pareceu ser uma hora e meia de espera, as luzes se apagaram e parecia que eu estava dentro do livro de novo. Juro, não é exagero. Sempre que eu fico um tempo sem ler nenhum livro da série, eu fico achando que não era tão bom, que era um vício passageiro, coisa de criança. Até lançarem um livro novo ou eu reler um dos antigos. Gente, é meu fraco, desde sempre! Eu, e muitas das pessoas de lá, cresci com o Harry e amadureci com ele. A cada dois anos, no verão, tinha um livro novo para ler. Depois vieram os filmes, e que loucura! Aí sim, a febre foi geral. E isso meio que me incomodava, mas é assim que as coisas são né? Torço para que esse tipo de obra literária permaneça em nossas memórias e que meus filhos possam se deliciar, encantar, rir e se emocionar com a saga do bruxo. Temo em ver os últimos dois filmes, pois pode ser que todo esse mundo mágico caia no esquecimento. Não quero que acabe.

O filme foi cheio de humor na primeira parte e foi impossível se comover muito com alguma coisa. Porém, quando as coisas começaram a ficar preocupantes, e, finalmente, quando Harry se reúne com Dumbledore para buscarem o medalhão escondido na carverna... Aí que eu comecei a chorar. Ridículo, patético. Mas eu não agüentei. Mas minha pior reação foi no enterro (a Du achou que eu fosse doida). Mas é que foi a parte que eu mais chorei. Quando eu parei, eu ouvia soluços por todo o lado e gente fungando. Na telona, todos os bruxos da escola acendiam suas varinhas e as erguiam... Como naqueles shows que todo mundo tem um isqueiro (ou, hoje em dia, o celular). Hhaiuhaiuahauihaiuahaihaiua não consegui me segurar e me deu um ataque de riso violento! Que situação ridícula! Eu quase podia vê-los cantando algo tipo "We are the world..." enquanto o povo todo do cinema se acabava de chorar por causa de um cara que morreu. E eu era um deles! A situação era hilária, eu tinha que admitir que eu era patética. Mas que se dane, prefiro me deixar levar pelas emoções em excesso do que nunca sentir nada. Pra mim, é assim que se vive a vida.


Mudando de assunto...
GIOP até que ajudou sim. Estou aprendendo a me conhecer melhor e me colocar no lugar dos supostos profissionais que poderia me tornar (a Carol economista, a Carol contadora ou administradora, a Carol engenheira aeronáutica, elétrica, de energia, etc, etc, a Carol formada em Relações), essas múltiplas faces minhas, esses múltiplos interesses que não me deixam escolher o que eu quero ser da vida. Estou aprendendo, devagarinho, a tomar uma decisão mais consciente, com base em argumentos comigo mesma, não só porque "Ah, encarnei com aquele curso".
Amanhã é o último dia e receberemos um "veredicto" (é assim que se escreve?). Estou meio que aliviada de estar no fim. Minha idéia agora é Engenharia Elétrica. Tomara que não mude mais, mas quem sabe? A única coisa que eu sei que tenho que ter em mente é coragem e maturidade para saber se é isso que eu gosto e, se necessário, recomeçar do zero. Ninguém gosta de voltar ao início, ao cursinho, e prestar vestibular tudo de novo. Porém prometi a mim mesma que se isso for necessário para que eu encontre o caminho da felicidade... Vambora!

segunda-feira, 13 de julho de 2009

GIOP

E começou. Aliás, recomeçou. Hoje de manhã tive minha primeira reunião do GIOP (Grupo de Orientação Profissional do Energia). Foi legalzinho, o nosso grupo é meio pequeno e acho isso bom. Com menos gente a gente se solta mais e pode falar mais, já que a psicóloga fala a maior parte do tempo mesmo... Vou me empenhar bastante para tentar sair de lá mais ou menos decidida na sexta feira.
Idéias até agora: Economia, Ciências Contábeis, Engenharias, Direito, Administração, etc, etc. Mais ou menos isso... Vamos ver daqui a uns dias né?

O Homem que calculava é um bom livro (ao menos até agora). Só que esse pessoal do Oriente daquela época eram meio excêntricos. Vá lá, 1200 e pouco, mas é cômico o jeito que o cara conta desde folhas das árvores até as palavras que as pessoas falam para agradecer o que ele fez por elas. Só lendo mesmo...

p.s.: Amanhã tem a pré-estréia de Harry Potter e o Enigma do Príncipe *-* E eu já tenho ingressos /o/ Ok, é meio no cantinho, mas HA! Eu tenho ingressos, eu tenho ingressos! (dá pra reparar que eu nunca fui na pré-estréia né?) Na verdade não faz tanta diferença ver no primeiro dia ou uma semana depois, mas a criança aqui tem que ser feliz né? Vou chorar tanto... Não morre Dumby!

domingo, 12 de julho de 2009

Tudo entrelaçado, não é não?

A música que escuto penetra em minhas veias, me faz querer cantar, correr, pular, pensar. Não fico cansada de sentar aqui e ouvir as notas se juntarem e formarem uma melodia harmoniosa. Queria tanto entender como se faz isso, queria tanto poder cantar, só pra exteriorizar tudo o que eu sinto!
Foi numa dessas que eu decidi que entraria em aulas de piano (pena que agora o tempo é tão escasso).

Eu gosto tanto de você que até prefiro esconder. Deixo assim ficar subentendido, como uma idéia que existe na cabeça e não tem a menor obrigação de acontecer.
Apenas mais uma de amor - Lulu Santos

Hoje estava lembrando de uma pessoa, assim do nada. Ele passou pela minha cabeça. Não foi saudade, vontade de ficar junto, nada disso, só lembrei dele. Pensei em como teria sido se eu tivesse feito umas coisas diferente. Mas não foi arrependimento, e sim aprendizado.
O segredo é que ele veio falar comigo. Hoje. Logo hoje. Depois desse tempo todo, sem que nada tivesse acontecido. Nunca fui de acreditar em coincidências, acho que tudo tem um motivo. Me pergunto qual seria... Que foi estranho foi.

Estou registrando isso para mim mesma: Eu acredito que tem um Deus lá em cima que nos observa e meio que brinca de casinha com a gente. Só que ele decidiu dar vida aos próprios brinquedos e só nos orientar. Ele nos controla sem a gente se dar conta, mas deixa a gente escolher entre escutá-lo ou não, entre obedecer ou se rebelar. Só que depois a gente vai ter que acertar contas. Enfim, acredito que Ele tem umas lógicas meio incompreensíveis e que nada é por acaso, mesmo que não seja lá tão importante assim (tipo isso que aconteceu hoje). Só serviu pra me lembrar do velho e sábio ditado que diz que Deus escreve certo por linhas tortas. Quem quer que tenha dito isso sabia do que estava falando. Só estou escrevendo isso para lembrar que tem um Ser lá em cima que se preocupa. Estou escrevendo isso porque é tão fácil a gente esquecer e se afastar, mesmo que ele esteja sempre lá, tentando ficar perto da gente. Nunca esqueça disso.

Beijo e um queijo.

quinta-feira, 9 de julho de 2009

Amizade.

Escrever o nome do post errado é complicado mesmo...
O nível de stress desta semana está altíssimo, meu ânimo para fazer qualquer coisa que não seja enrolar-me no meu edredom e tirar uma sonequinha... Pareço velha (aquilo que já comentei em tempos passados).

Paro e penso. Será que eu vou me arrepender de não ir? (esse é o pior tipo de arrependimento mesmo, o de não saber como seria...) Amigos vêm e vão e a gente tem que fazer o possível para manter aqueles mais valiosos por perto, só que eu não sou boa nisso. Aliás, me especializei em ir deixando como está, ir me afastando aos poucos e sem perceber bem. Foi isso que eu notei hoje ao visitar o Catarinense (encerramento das últimas olimpíadas da minha vida, olha que triste ;_;). Talvez o ideal para mim é manter aquela idéia de "poucos e bons amigos", mas sei lá como se faz isso. Passei lá e falei com alguns conhecidos. Também vi gente importante (pra mim), que me deu abraço apertado de "Que saudades! Não acredito que estás de volta!" Isso me alegrou. Encontrei até a Vit, nossa! As lágrimas fizeram força pra sair, mas eu segurei elas lá. A gente conversou por um tempão sobre tudo, mas ao mesmo tempo parece que ainda tinha tudo para conversar. Marcamos de nos reunirmos com a Du e fazer a festa, como nos velhos tempos. Babar pelos mesmos caras gatos (e outros novos), assistir filmes, rir de coisas sem graça e levar aqueles eventuais papos cabeça, que não duravam muito - porque nunca combinavam com o momento, mas que faziam surgir aquela cumplicidade silenciosa, que só a gente entendia. Amizade é um negócio tão bom...
Não sei o que me dá, acho que é carência. Já dá pra antecipar que meus nervos estarão bagunçados neste ano. Só faz um mês que estou de volta e estou abalada desse jeito. De repente passa e eu volto pro ritmo. A verdade é que eu ainda sinto-me um ser de outro planeta. Não é esquisito?

* Se o texto foi muito confuso, mal aí, mas depois de oito provas em uma semana, acho que eu mereço um descontinho. Vou terminar de ver a novela.

terça-feira, 7 de julho de 2009

Contrução - Chico Buarque

Construção
Chico buarque
Composição: Chico Buarque

Amou daquela vez como se fosse a última
Beijou sua mulher como se fosse a última
E cada filho seu como se fosse o único
E atravessou a rua com seu passo tímido
Subiu a construção como se fosse máquina
Ergueu no patamar quatro paredes sólidas
Tijolo com tijolo num desenho mágico
Seus olhos embotados de cimento e lágrima
Sentou pra descansar como se fosse sábado
Comeu feijão com arroz como se fosse um príncipe
Bebeu e soluçou como se fosse um náufrago
Dançou e gargalhou como se ouvisse música
E tropeçou no céu como se fosse um bêbado
E flutuou no ar como se fosse um pássaro
E se acabou no chão feito um pacote flácido
Agonizou no meio do passeio público
Morreu na contramão atrapalhando o tráfego

Amou daquela vez como se fosse o último
Beijou sua mulher como se fosse a única
E cada filho como se fosse o pródigo
E atravessou a rua com seu passo bêbado
Subiu a construção como se fosse sólido
Ergueu no patamar quatro paredes mágicas
Tijolo com tijolo num desenho lógico
Seus olhos embotados de cimento e tráfego
Sentou pra descansar como se fosse um príncipe
Comeu feijão com arroz como se fosse o máximo
Bebeu e soluçou como se fosse máquina
Dançou e gargalhou como se fosse o próximo
E tropeçou no céu como se ouvisse música
E flutuou no ar como se fosse sábado
E se acabou no chão feito um pacote tímido
Agonizou no meio do passeio náufrago
Morreu na contramão atrapalhando o público

Amou daquela vez como se fosse máquina
Beijou sua mulher como se fosse lógico
Ergueu no patamar quatro paredes flácidas
Sentou pra descansar como se fosse um pássaro
E flutuou no ar como se fosse um príncipe
E se acabou no chão feito um pacote bêbado
Morreu na contra-mão atrapalhando o sábado

Por esse pão pra comer, por esse chão prá dormir
A certidão pra nascer e a concessão pra sorrir
Por me deixar respirar, por me deixar existir,
Deus lhe pague
Pela cachaça de graça que a gente tem que engolir
Pela fumaça e a desgraça, que a gente tem que tossir
Pelos andaimes pingentes que a gente tem que cair,
Deus lhe pague
Pela mulher carpideira pra nos louvar e cuspir
E pelas moscas bicheiras a nos beijar e cobrir
E pela paz derradeira que enfim vai nos redimir,
Deus lhe pague


Aula do Waltinho. Manquetes que me perdoe, mas essa sim, é a melhor aula da semana. Meus estudos vão melhor do que o esperado, tirei 30,62 no simulado... (e a rima ridícula que acabou de sair não foi intencional)
Também tirei entre 8 e 9 nas provas de Matemática e História. Hoje teve Português e Biologia, porém sobre essas eu prefiro nem falar nada, amanhã eu descubro. Só sei que acertei as somatórias.

Cansei de viver nesta hipocrisia, todo mundo condena todo mundo, mas faz igual. Existirá algum lugar neste mundão de Deus em que não exista gente hipócrita? Seria pedir muito? *suspiro* Sabe qual é o pior? Estou virando - se já não sou - parte disso tudo. Quero mais é que o mundo exploda e comece de novo, como disse o Mário Quintana.

Sábado teve festinha na casa da Aline e todo mundo morreu de beber. Quando bateu duas da manhã (eu já estava morrendo de vontade de ir embora, mas ia ficar na Aline mesmo) eu olhei em volta e todo mundo estava ou dormindo ou vomitando: uma desgraça. Não sei se eu ainda acho isso engraçado. Sinceramente, acho que é deprimente mesmo... Mas e aí? Pra onde vou? Estou presa numa gaiola sem saber quem guarda a chave. O jeito é emagrecer para me espremer entre as barras de metal. E depois? Depois que se dane, quero é saber de agora (Por isso minha mãe sempre diz que sou impaciente). E agora não é um bom momento, se me perguntarem. Não é de todo ruim também. O que eu mais sinto quando paro para pensar é aquela falta de um porto seguro. Será que finalmente chegou a hora certa de procurar alguém para chamar de meu? Logo agora? Êia bosta. Uma vez na vida eu queria protagonizar uma novela, só para ter meu final feliz.

*Obs.: Já comprei meu pijama pra sexta feira /o/

sexta-feira, 3 de julho de 2009

narrativa de um judeu azarado

Nos dias frios daquela década, a morte pairava no ar. Quando você abria a boca, sentia gosto de cinzas, se fechasse os olhos, ouvia ao longe o sofrimento, os gritos de desespero. Todos escondiam-se, tentavam seguir as regras do Sistema, uma questão de sobrevivência. Eu caminhei pelos paralelepípedos vendo os sobrados aos pedaços, prédios trancados para sempre, abandonados às ações da natureza. E da pólvora.
Levei as mãos aos meus bolsos e, cabisbaixo, fiquei pensando neste mundo, será que existe mesmo?
Mais gritos e explosões. Tomara que este lugar, que já considerei minha terra, seja destruído. Ele não me aceitou e o mundo não o aceitou.
Um turbilhão de memórias me invade. A família reunida, lendo jornal em volta da lareira quente. Uma música nova. A casa aconchegante, com sua cama simples. Os vasos no topo da lareira.
Tantas coisas feitas já tinha visto, tantas mortes havia presenciado... Que horror!
Diante de uma dessas casas abandonadas, parei. Ela parecia fúnebre, como todas as outras... Mas por alguma razão, parei. Seus cômodos empoeirados ainda estavam cheios de objetos pessoais. Por que isso fora acontecer? Subi as escadas, visitei os quartos e ainda estava tudo lá, como se a família tivesse tirado férias. Na melhor das hipóteses, conseguiram fugir para sempre. No entanto o mais provável era que tivessem se juntado aos milhões de nossos irmãos que receberam o sopro da morte. Malditos anos, maldita guerra.
Fui até o porão e achei um piano. Deslizei meus dedos sobre a superfície lisa das teclas, mentalmente tocando minha canção preferida. Sentei-me e comecei a tocar de verdade. De repente, o tempo parou.

quarta-feira, 1 de julho de 2009

QUASE

O dia em que resolvi refazer meu blog foi o dia em que meu professor de redação, o Waltinho, contou a história louca de uma menina chamada Sarah e seu texto, o "Quase". Não nem começar, mas o negócio é que me inspirou. E outro dia, por acidente, eu achei o blog da menina... Isso prova que até o mundo cibernético é pequeno, fala sério. Resolvi colocá-lo aqui pois, além de ter uma história intrigante, o texto é bom pra caramba. Aqui vai:

Ainda pior que a convicção do não e a incerteza do talvez é a desilusão de um quase.

É o quase que me incomoda, que me entristece, que me mata trazendo tudo que poderia ter sido e não foi.

Quem quase ganhou ainda joga, quem quase passou ainda estuda, quem quase morreu está vivo, quem quase amou não amou.

Basta pensar nas oportunidades que escaparam pelos dedos, nas chances que se perdem por medo, nas idéias que nunca sairão do papel por essa maldita mania de viver no outono.

Pergunto-me, às vezes, o que nos leva a escolher uma vida morna; ou melhor não me pergunto, contesto. A resposta eu sei de cór, está estampada na distância e frieza dos sorrisos, na frouxidão dos abraços, na indiferença dos "Bom dia", quase que sussurrados. Sobra covardia e falta coragem até pra ser feliz.

A paixão queima, o amor enlouquece, o desejo trai.

Talvez esses fossem bons motivos para decidir entre a alegria e a dor, sentir o nada, mas não são. Se a virtude estivesse mesmo no meio termo, o mar não teria ondas, os dias seriam nublados e o arco-íris em tons de cinza.

O nada não ilumina, não inspira, não aflige nem acalma, apenas amplia o vazio que cada um traz dentro de si.

Não é que fé mova montanhas, nem que todas as estrelas estejam ao alcance, para as coisas que não podem ser mudadas resta-nos somente paciência porém,preferir a derrota prévia à dúvida da vitória é desperdiçar a oportunidade de merecer.

Pros erros há perdão; pros fracassos, chance; pros amores impossíveis, tempo.

De nada adianta cercar um coração vazio ou economizar alma. Um romance cujo fim é instantâneo ou indolor não é romance.

Não deixe que a saudade sufoque, que a rotina acomode, que o medo impeça de tentar.

Desconfie do destino e acredite em você. Gaste mais horas realizando que sonhando, fazendo que planejando, vivendo que esperando porque, embora quem quase morre esteja vivo, quem quase vive já morreu.

(Autoria atribuída a Luís Fernando Veríssimo, mas que ele mesmo diz ser de Sarah Westphal Batista da Silva, em sua coluna do dia 31 de março de 2005 do jornal O Globo)
Observação:

O último post foi mesmo um desabafo e, embora meio exagerado, foi sincero. Parece até que eu queria me matar - não é bem assim.

Fiquei pensando em como antigos sonhos renascem facilmente sem que a gente se esforce muito. Mudar de mentalidade é mais difícil do que eu imaginava. Digo isso porque apesar de eu ter vivido de um jeito tão diferente nos últimos meses e agora, com minha vida de cabeça para baixo, não tenha tempo para nada que não seja escola ou academia, eu ainda gosto das mesmas coisas, não adianta forçar. Ainda gosto de sair com meus amigos só pra conversar, ainda gosto de bandas japas esquisitas e seus japas esquisitos, deu saudade de ler meus antigos livros, livros novos (não esses de vestibular), deu até saudade de ler mangás ou fazer um template novo pro blog. Essas coisas meio nerds que eu tenho mania. Acho que é porque fazem me sentir em casa, confortável. Estranho o suficiente isso vir de algum adolescente, que ama aventuras e gosta de viver nos extremos... Deveria ser né? Para falar a verdade, me considero aventureira só pelo fato de eu não ir a todo lugar com os mesmos amigos, não dependo só de uma pessoa. Isso já me faz diferente. Será que todo adolescente se sente assim, essa mistura pouco harmoniosa de criança e adulto? A gente entra em conflito consigo mesmo, não sabe o que pensar nem como agir. Muitas vezes, sei que ajo como criança. Mas ao mesmo tempo a gente tem preocupações que gente da nossa idade não deveria ter... (será que não?). Essas vêm de problemas em casa.

Será então que essa mistura de velhice com criancice se deve simplesmente ao fato de exigirem demais que nos tornemos adultos, então escolhemos permanecer crianças? Nós não, eu. Já vi que tem muita gente por aí que é bem mais adulta que eu... Ou melhor, bem mais adolescente.

Talvez seja só impressão, mas estou perdendo tempo por aqui enquanto deveria estar me preparando para as provas. Não tenho nem ânimo e só estou em aula há um mês. Ô vidinha. Só espero que o esforço valha a pena no final, espero que eu descubra que isso importa mais do que só deixar rolar. Só que tudo em que eu acreditava e minhas prioridades mudaram bastante. Num país como o Brasil, a gente tem que ganhar bem pra ter uma vida confortável. Então quero ganhar mais ainda para ajudar outros... Será que isso seria utopia? Quando mais olho em volta e assisto ao jornal, menos acredito que dá pra mudar alguma coisa.



Ok, hora de estudar.
P.S.: Consegui arrumar boa parte do blog Até que ficou bonitinho

segunda-feira, 29 de junho de 2009

Crise Existencial

Mãe, me leva num médico? Porque não enxergo direito. Por acaso o mundo sempre foi assim meio cinza? As cores vão misturando-se diante de meus olhos e eu nada posso fazer: cada vez mais, o azul e o amarelo são iguais ao roxo. Não há diferença nesse frio que está aí fora. As estrelas nos olham indiferentes e um vazio preenche meu peito. Talvez seja só essa coisa do dia chuvoso mesmo. Por acaso tem chovido bastante ultimamente?

Quanto mais eu olho em volta, percebo que não está tudo no lugar. O mundo ficou cinza E de cabeça para baixo sem eu perceber. Desligar-se do mundo real é meio perigoso, desaprendi a própria realidade em que vivo. Estava sobrecarregada de outras coisas e minha rotina caiu no esquecimento. Até ontem. Sinto-me tão impotente em relação aos problemas que me cercam, como se eu tentasse tampar as rachaduras de uma parede com suco de caju. Tenho vontade de sumir e ir embora - mas você mal chegou! -. Nem sei de onde veio essa melancolia toda, mas estou com dificuldade de chamar esta casa de lar. Nesses momentos, a única coisa de que eu tenho certeza é Deus, que está lá em cima me testando. Rezo, praticamente em voz alta, para ele me mostrar uma saída. Mas sempre tenho as mãos tampando os ouvidos para não ouvir os gritos de desespero. Não sei em quem acreditar nem com quem contar... Ah, se não fosse por Ele.

Acho que é por isso que eu quero voltar para aquele lugar que eu chamei de lar, para as pessoas que eu chamei de família. De que adianta festar, beber, beijar, curtir, se sempre que eu volto meu mundo desaba? Não que seja culpa dos meus pais, eu sei que eles tentam fazer o melhor por mim. Mas ao mesmo tempo que eles acertam tanto, eles erram quase irremediavelmente. Eles me ferem sem pensar e a frágil alma humana, como que feita da mais delicada seda, fica cheia de furos. Nunca fui muito prendada e meus remendos não duram tanto quanto gostaria. As cicatrizes marcam fundo o tecido: permanentes, ácidas. Será que tecido se regenera, que nem na biologia? Acho difícil. Quem sabe um dia eu só pegue os remendos e varra para o quintal... Quem sabe eles encontrem liberdade no céu infinito. Tomara que encontrem conforto com os astros. É tudo o que eu mais quero. É por isso que eu rezo. Que se dane o resto.

domingo, 28 de junho de 2009

Esta bosta deste Blogspot. Porcaria. Um dia eu soube HTML suficiente para me fazer feliz, mas agora tudo é um parto. Sinto-me como uma velha ranzinza daquelas que têm aversão a tecnologia e não sabem usar computador. Parei no tempo e gosto de como as coisas costumavam ser, seria isso crime?

Acabei de arrumar o template inteiro, com essas tags moderninhas aí. Não há liberdade neste mundo blogueiro, não consigo nem deixar meus links tudo numa linha. Não sei onde escrever as coisas ali direto no código, já que eu não posso usar os marcadores que eu quiser... Também não funcionou o tal do gadget estúpido que era para ter feito as minhas listas de livros e filmes.

Quer saber? Vou é dormir, que hoje não teve novela e já passou da minha hora. Não tenho mais idade para madrugar por aqui.

terça-feira, 23 de junho de 2009

Filha Pródiga

Lendo meus post antigos, tenho vontade de chorar. Não, espera, só de ir ao laboratório de redação do Energia me deu vontade de chorar. Tá certo que não consegui me concentrar nem um pouquinho. Tá certo que eu fiz a redação aos trancos. E também tá certo que fazia dez meses que eu não escrevia nada em bom Português.
Hoje teve aula de redação. Meu estômago revirou-se, achei que ia vomitar. Adoro escrever. Muito mesmo! Por que então me deixei afastar tanto? Que raiva de mim mesma! Morro de inveja de gente que tem facilidade.. E pensar que eu já fui um deles. (Não dos gênios, mas daqueles que se viram, sabe?) Nunca considerei seriamente a opção de viver de escrita. Até concordei hoje com a Aline. Sem números, não sei o que eu faria. Não o que seria de mim. Meu negócio é matemática... Não é? Que vontade de chorar sim. Quanto mais penso, mais raiva tenho do mundo. Isso pois matemática nem é minha melhor matéria no momento... Ai que raiva que raiva que raiva. Foi pensando nisso que comecei a escrevinhar na aula de Química, só com esperança de que as idéias voltem do nada. Queria que elas me olhassem, acenassem e dissessem: Mal aí, é que fomos fazer uma pausa bem rápida, mas estamos de volta! Não precisa mais se preocupar. Que bosta meu! Hauhaiuah
Pena que o processo não é assim fácil. Por isso que decidi que devo voltar a blogar, custe o que custar. Pra ver se melhoro na escrita. Pra ver se (re)aprendo a expressar-me melhor...

Não Sei Mais Escrever...

Parece que quanto mais tento escrever, mais as palavras me fogem. Sinto uma dor física, de quem espreme o cérebro com as mãos. Esse sentimento não é novo, mas a frustração pela qual tenho passado arranca-me o coração. Não sei o que fazer. Pior: não sei o que escrever. Minha alma foi passear, tomara que volte para me dar uma mão e que me ajude a pensar, a colorir a grande página branca que é a minha mente neste momento. Enquanto ela não volta, vivo em imensa tortura.

De repente, sinto-me fundir nas massas vazias que parecem não pensar. Seguem seus donos como cachorros, na ignorância de estar sendo levado a um lugar melhor. Na verdade, só estão sendo domesticados. São também um batalhão de soldados sem vontade própria sendo controlados. "A droga da Obediência", senhor Pedro Bandeira, existe sim! Mesmo que sete anos atrás, achasse que fosse apenas ficção infanto-juvenil, puro entretenimento.

Sentada na sala de aula, tento reunir concentração. O ambiente é propício: o professor de química tenta chamar nossa atenção, que parece que faz de propósito e viaja no infinito das paredes brancas da sala ou dos mosquitos que sobrevoam nossos cadernos. Mesmo assim, as idéias não vêm. Peço inspiração a Mário Quintana, a gente como Sara, a menina do Quase (que o Waltinho mencionou hoje na aula) , ou até ao meu caderno de rascunho. Os primeiros só me invejam e o último... Só tem rabiscos nas bordas das folhas. Quem sabe um dia viro artista.


Nem sei se dá pra sentir o que eu sinto no momento. Só sei que preciso de inspiração. Na verdade, a última coisa que vai me inspirar é uma Dissertação estúpida (ou suas derivadas como Carta Dissertativa, Crônica Dissertativa, blá blá blá, essa teoria aí). Não sei o que faço, por isso voltei. Sou a filha pródiga da vontade de escrever.
 

design by Whispers Forest