terça-feira, 7 de julho de 2009

Contrução - Chico Buarque

Construção
Chico buarque
Composição: Chico Buarque

Amou daquela vez como se fosse a última
Beijou sua mulher como se fosse a última
E cada filho seu como se fosse o único
E atravessou a rua com seu passo tímido
Subiu a construção como se fosse máquina
Ergueu no patamar quatro paredes sólidas
Tijolo com tijolo num desenho mágico
Seus olhos embotados de cimento e lágrima
Sentou pra descansar como se fosse sábado
Comeu feijão com arroz como se fosse um príncipe
Bebeu e soluçou como se fosse um náufrago
Dançou e gargalhou como se ouvisse música
E tropeçou no céu como se fosse um bêbado
E flutuou no ar como se fosse um pássaro
E se acabou no chão feito um pacote flácido
Agonizou no meio do passeio público
Morreu na contramão atrapalhando o tráfego

Amou daquela vez como se fosse o último
Beijou sua mulher como se fosse a única
E cada filho como se fosse o pródigo
E atravessou a rua com seu passo bêbado
Subiu a construção como se fosse sólido
Ergueu no patamar quatro paredes mágicas
Tijolo com tijolo num desenho lógico
Seus olhos embotados de cimento e tráfego
Sentou pra descansar como se fosse um príncipe
Comeu feijão com arroz como se fosse o máximo
Bebeu e soluçou como se fosse máquina
Dançou e gargalhou como se fosse o próximo
E tropeçou no céu como se ouvisse música
E flutuou no ar como se fosse sábado
E se acabou no chão feito um pacote tímido
Agonizou no meio do passeio náufrago
Morreu na contramão atrapalhando o público

Amou daquela vez como se fosse máquina
Beijou sua mulher como se fosse lógico
Ergueu no patamar quatro paredes flácidas
Sentou pra descansar como se fosse um pássaro
E flutuou no ar como se fosse um príncipe
E se acabou no chão feito um pacote bêbado
Morreu na contra-mão atrapalhando o sábado

Por esse pão pra comer, por esse chão prá dormir
A certidão pra nascer e a concessão pra sorrir
Por me deixar respirar, por me deixar existir,
Deus lhe pague
Pela cachaça de graça que a gente tem que engolir
Pela fumaça e a desgraça, que a gente tem que tossir
Pelos andaimes pingentes que a gente tem que cair,
Deus lhe pague
Pela mulher carpideira pra nos louvar e cuspir
E pelas moscas bicheiras a nos beijar e cobrir
E pela paz derradeira que enfim vai nos redimir,
Deus lhe pague


Aula do Waltinho. Manquetes que me perdoe, mas essa sim, é a melhor aula da semana. Meus estudos vão melhor do que o esperado, tirei 30,62 no simulado... (e a rima ridícula que acabou de sair não foi intencional)
Também tirei entre 8 e 9 nas provas de Matemática e História. Hoje teve Português e Biologia, porém sobre essas eu prefiro nem falar nada, amanhã eu descubro. Só sei que acertei as somatórias.

Cansei de viver nesta hipocrisia, todo mundo condena todo mundo, mas faz igual. Existirá algum lugar neste mundão de Deus em que não exista gente hipócrita? Seria pedir muito? *suspiro* Sabe qual é o pior? Estou virando - se já não sou - parte disso tudo. Quero mais é que o mundo exploda e comece de novo, como disse o Mário Quintana.

Sábado teve festinha na casa da Aline e todo mundo morreu de beber. Quando bateu duas da manhã (eu já estava morrendo de vontade de ir embora, mas ia ficar na Aline mesmo) eu olhei em volta e todo mundo estava ou dormindo ou vomitando: uma desgraça. Não sei se eu ainda acho isso engraçado. Sinceramente, acho que é deprimente mesmo... Mas e aí? Pra onde vou? Estou presa numa gaiola sem saber quem guarda a chave. O jeito é emagrecer para me espremer entre as barras de metal. E depois? Depois que se dane, quero é saber de agora (Por isso minha mãe sempre diz que sou impaciente). E agora não é um bom momento, se me perguntarem. Não é de todo ruim também. O que eu mais sinto quando paro para pensar é aquela falta de um porto seguro. Será que finalmente chegou a hora certa de procurar alguém para chamar de meu? Logo agora? Êia bosta. Uma vez na vida eu queria protagonizar uma novela, só para ter meu final feliz.

*Obs.: Já comprei meu pijama pra sexta feira /o/

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