quinta-feira, 24 de junho de 2010

A LUA, MAIS UMA VEZ

Não queria ficar sonhando assim com a perspectiva de que algo real aconteça. Tomarei umas medidas, pra ver se a coisa anda, ou pelo menos pra ver se consigo um amigo, daqueles bons mesmo :D

Hoje eu vi a lua. Primeiro só refletida num certo prédio marrom, não muito alto. Depois a vi ali, inteirinha, brilhante, como se sorrisse pra mim, me inspirando. A gente devia contar o tempo pelo número de luas cheias. Juro.
E todo o tempo, pra completar a cena poética de um filme, eu ouvia a música que já havia me inspirado antes. E me inspira de novo. O nome é Ice Pond - Second Moon. Já postei até um vídeo aqui, de uma versão no piano.

Pouca gente parece compartilhar da emoção que eu sinto ouvindo aquela música. Então mandei pro meu amigo, como eu disse pra ele "Entre todas as pessoas", ele que teria a reação que eu queria. E teve mesmo. :)
nossa! obrigado por adivinhar o que eu queria ouvir. e' perfeita! Assim, com essas palavras mesmo e esse acento defeituoso. :D Só pra registrar aqui.

E não consigo parar de ouvir a mesma música e lembrar da mesma lua. Queria que essa sensação durasse pra sempre também.

domingo, 20 de junho de 2010

OS PEQUENOS DETALHES

A gente se sente assim, renovada. Como se uma brisa refrescante batesse no nosso rosto e levasse embora tudo o mais, tudo que nos entristece e nos abate. Mas traz consigo novas preocupações.
Preocupacões de que o sonho termine ou de que não mesmo exista. De que não passasse de mais bobeiras de uma cabecinha adolescente, alienada com todas as histórias as quais assistimos nos filmes e lemos nos livros.

Enquanto isso, deixe-me viver, com minhas memórias coloridas. Deixe-me apegar aos pequenos detalhes, momentos curtos que passam logo e deixam indícios dentro de mim. Me apego a eles com força, com medo de que sejam as únicas coisas que tenho por enquanto. Será?

Acordei cantarolando O Fantasma da Ópera. Deu saudade, baixei a trilha sonora. Escuto agora, entrando em histórias de amores impossíveis. Histórias extraordinárias, que ocorrem com pessoas extraordinárias. Seria eu a protagonista de um romance um pouco mais longo e incerto? Ou de vários romances ao longo de minha existência? Porque já vivi isso antes. Sim, embora o sentimento tenha desvanecido, estou certa de que o vivi de forma intensa.

Poderia eu viver isso de novo? Sendo que de novo, haveria data pra acabar? Será que ele pensa assim, será que se importaria? Enquanto a chuva esfria o quarto, batendo forte na janela, não consigo tirar essas dúvidas de mim. Afastá-las para terminar o que vim fazer (meu trabalho de introdução à engenharia elétrica).

O filme que vi ontem (recomendação dele mesmo, o que me faz ter ainda mais dúvidas) foi Tristão e Isolda. Separei mil e uma citações que achei relevantes, lindas demais para eu esquecer.

Lá vai:
- What shall we do, mylord?
- Rebuild.

He's got the heart of a lion (about Tristan)

- Did I love him like a son? Or did I misuse him for my own purposes?

- What of your parents?
- They also died when I was a child
- Of what?
- A different type of Irish kindness

Um poema:
"There she who bore you
brought you forth
Set me as a seal upon your heart
as a seal upon your arm
for love is as strong as death"

Outro poema:
"My face in thine eyes
thine in mine appears
And true plain hearts
do in their faces rest
Where can we find two better hemispheres
Without sharp north,
without declining west?
Whatever dies was not mixed equally
If our two loves be one
or thou and I love so alike
that none can slacken, none can die."

- Why be capable of feelings if we're not to have them? Why long for things if they're not meant to be ours?

-Come with me! Come with me!
- I can't
- Why not? Please!
- Tristan, we both know this can't be. We've know it from the start!
That doesn't mean it isn't true, it is! And I want to know that you're alive somewhere thinking of me from time to time. I want to know that there's more to this life and I can't know that if they kill you! Please! (kiss) Go!

- And you stay?
- If you're surprised, then we're wounded already.

- There are other things to live for: Duty, honor.
- They are not life, Tristan. They are shells of life. And empty ones if in the end all they hold are days without love. Love is made by God. Ignore it and you will suffer as you cannot imagine.
- Then I'll no longer live without it.

- Yesterday at the market I saw a couple holding hands and I realized we'll never do that. Never anything like it. No picnics or unguarded smiles. No rings. Just... stolen moments that leave too quickly.

- You really love her.
- Yes, I do. Terribly. I didn't know how empty I was. She sustains me. She thrills me.

- I miss Ireland.
- Isolde, this must end
- That's like asking me to stop breathing
- This can't be
- Please don't leave me. Please!

- Behold your hero! I'll have my own heroes now.

- Why does loving you feel so wrong?

- For all time, they'd say it was our love brought down a kingdom. Remember us.

- I tought someone believed in me.
- It will be undone.
- Tristan, I'm for the worms. Swear to me that you are true.
- As we were brothers.
- Build my boat.

- Will you always be little man that cannot see what was and what can be again?

- I must heed their call. I am the king.

- Know that I love you Tristan. Wherever you go, whatever you see. I'll always be with you.
- You were right. I don't know if life is greater than death. But love was more than either.


Sinceramente, inspirador. Chorei, claro, como boa romântica. Tive que me emocionar com a intensidade do amor demonstrado pelo casal. Gostei muito do script, com falas inteligentes e muitas memoráveis, como essas que acabei de colocar ali em cima. Esse entrou pra lista de filmes.

domingo, 13 de junho de 2010

TUM TUM

..And my heart pounds strongly inside my chest. A cold breeze runs in my spine and I don't know how to react. I pretend to play around, pretend nothing happened. Just because I don't know what he feels, if there's anything to think about or if it's all in my head.
I don't want to play the fool, build up high hopes, just to fall apart if I find out that...
All I know is that lonely boy makes me take my feet off the ground. I travel around big distances, my sight blurs, my fingers almost won't type these words. It's hard to breathe, just like the last time. Or maybe different, can't figure out if stronger or less real. But he touches me in a way. And it seems I won't sleep well unless I find out what's going on inside of me.

terça-feira, 8 de junho de 2010

RECADO PARA MIM MESMA

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Sim, eu havia esquecido que tinha um blog.
O motivo do regresso ao mundo virtual? Não, não é falta do que fazer. Além disso, minha vontade de escrever escapou por entre meus dedos. Mas não quero esquecer o sentimento que se apoderou de mim agora, porque eu não sei o quanto pode durar. Mas é intenso, que eu não duvide disso quando voltar aqui.
E lendo os posts anteriores... coincidência. Na última vez que andei por aqui também andei mencionando o mesmo assunto...

Não, não o veterano abusado.

O causador do atual calafrio que me faz tremer o peito e dar sorrisos sem motivo aparente é o menino dos meus sonhos. Não, não um príncipe encantado dono de um palácio de ouro em terras longínquas e que cavalga um cavalo branco. O menino dos meus sonhos literalmente, aquele da minha sala.

Não mais tão misterioso quanto antes, ele ainda me desperta alguma coisa (diferente) inexplicável. Acontece que eu empurrei, empurrei, e agora já sabemos da existência um do outro (ok, eu já sei da existência dele há um tempinho né?).
Achei que o interesse acabaria, mas não. Pelo contrário. Só que acompanhado de tudo isso, está uma tristeza profunda de saber que ele vai embora. De vez. E não pra cidade em que ele mora, o que nem seria dos piores problemas. Mas pra São Paulo. Raios. Por que eu só arranjo pedido difícil?

O que sei é que agora ele não passeia mais pelos meus sonhos apenas. Ele passeia em minha mente nas horas mais (in)oportunas. E acho que gosto de deixá-lo ali. Odeio admitir pra mim mesma, quanto mais registrar em um blog, que eu gosto mais dele do que deveria. Seria meu eu excessivamente romântico falando aqui? Aquela menininha que mora dentro do meu peito e, ao contrário de mim, não fez 18 anos e nem nunca fará? Aquela que ainda sonha com o príncipe que vencerá um dragão para conquistar a donzela indefesa? Parece que ela ainda tem alguma força dentro de mim. E acima de tudo, eu não quero que ela se cale, mesmo que a decepção seja dolorosa e o tombo perigoso demais, não me importo.

De alguma forma, a vida tem um gostinho mais doce assim. Que seria da vida sem que eu pudesse divagar por mundos desconhecidos, sonhar acordada com histórias inacreditáveis?

Esses fatos, que parecem impossíveis e que almejamos apesar das consequências, são que nem as estrelas de Mário Quintana. Distantes e inatingíveis, mas sempre sobre nossas cabeças. Coladas naquela imensidão escura, piscando pra nós, zombando da nossa insignificância. Que é preciso pra realizar nossos sonhos, afinal? Acho que só e somente duvidar de que sejam inalcançáveis ou irrealizáveis.
 

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