terça-feira, 8 de junho de 2010

RECADO PARA MIM MESMA

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Sim, eu havia esquecido que tinha um blog.
O motivo do regresso ao mundo virtual? Não, não é falta do que fazer. Além disso, minha vontade de escrever escapou por entre meus dedos. Mas não quero esquecer o sentimento que se apoderou de mim agora, porque eu não sei o quanto pode durar. Mas é intenso, que eu não duvide disso quando voltar aqui.
E lendo os posts anteriores... coincidência. Na última vez que andei por aqui também andei mencionando o mesmo assunto...

Não, não o veterano abusado.

O causador do atual calafrio que me faz tremer o peito e dar sorrisos sem motivo aparente é o menino dos meus sonhos. Não, não um príncipe encantado dono de um palácio de ouro em terras longínquas e que cavalga um cavalo branco. O menino dos meus sonhos literalmente, aquele da minha sala.

Não mais tão misterioso quanto antes, ele ainda me desperta alguma coisa (diferente) inexplicável. Acontece que eu empurrei, empurrei, e agora já sabemos da existência um do outro (ok, eu já sei da existência dele há um tempinho né?).
Achei que o interesse acabaria, mas não. Pelo contrário. Só que acompanhado de tudo isso, está uma tristeza profunda de saber que ele vai embora. De vez. E não pra cidade em que ele mora, o que nem seria dos piores problemas. Mas pra São Paulo. Raios. Por que eu só arranjo pedido difícil?

O que sei é que agora ele não passeia mais pelos meus sonhos apenas. Ele passeia em minha mente nas horas mais (in)oportunas. E acho que gosto de deixá-lo ali. Odeio admitir pra mim mesma, quanto mais registrar em um blog, que eu gosto mais dele do que deveria. Seria meu eu excessivamente romântico falando aqui? Aquela menininha que mora dentro do meu peito e, ao contrário de mim, não fez 18 anos e nem nunca fará? Aquela que ainda sonha com o príncipe que vencerá um dragão para conquistar a donzela indefesa? Parece que ela ainda tem alguma força dentro de mim. E acima de tudo, eu não quero que ela se cale, mesmo que a decepção seja dolorosa e o tombo perigoso demais, não me importo.

De alguma forma, a vida tem um gostinho mais doce assim. Que seria da vida sem que eu pudesse divagar por mundos desconhecidos, sonhar acordada com histórias inacreditáveis?

Esses fatos, que parecem impossíveis e que almejamos apesar das consequências, são que nem as estrelas de Mário Quintana. Distantes e inatingíveis, mas sempre sobre nossas cabeças. Coladas naquela imensidão escura, piscando pra nós, zombando da nossa insignificância. Que é preciso pra realizar nossos sonhos, afinal? Acho que só e somente duvidar de que sejam inalcançáveis ou irrealizáveis.

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